“Por considerar que o título não corresponde à realidade do que foi dito pelo Secretário Regional de Turismo e Cultura, Dr. Eduardo Jesus, no decurso da reunião que decorreu esta manhã [ontem] na Quinta Vigia, entre o Presidente do Governo Regional, Dr. Miguel Albuquerque, e o Secretário Regional de Turismo e Cultura, Dr. Eduardo Jesus, que teve como propósito a análise de um conjunto alargado de pontos propostos por parte de hoteleiros presentes, que representavam os maiores grupos regionais de hotelaria, enviamos este Direito de Resposta com intuito de ser reposta clareza.
Em concreto, foi manifestada por parte do Sr. Secretário Regional a existência de uma grande preocupação acerca da duração da aplicação do regime de ‘lay-off’ simplificado, e que Governo Regional também está ao lado dos empresários no que diz respeito ao seu prolongamento, para além dos três meses que estão consagrados.
O Dr. Eduardo Jesus diz que é entendido que o setor do turismo “será aquele que terá mais dificuldade em reagir e retomar o seu ritmo normal; será aquele que levará mais tempo; que está no fim de uma cadeia. E, por isso, precisa de ser apoiado mais tempo, elegendo a grande prioridade que é, não provocar desemprego, manter os postos de trabalho. E para manter os postos de trabalho, o Governo Central tem de ser chamado, através da Segurança Social, a continuar este regime do lay-off simplificado, porque, se assim não for, e se a lógica for o regime normal do lay-off, vai acontecer é um despedimento em massa, que não interessa nada à economia regional e nacional”.
Ou seja, o Secretário Regional de Turismo e Cultura sensibiliza o Estado para a necessidade de serem prolongadas no tempo os apoios ao setor da hotelaria com o intuito de não haver desemprego.
Na referida reunião, foi abordada ainda a expetativa que existe acerca do momento de reabertura de toda a atividade turística, onde houve um consenso de que a Madeira não pode avançar com uma data sem que se verifique, em simultâneo, o controlo da pandemia na Região Autónoma da Madeira e também na origem dos viajantes.
Daí que se impõe a adoção de um conjunto de medidas e ações que venham permitir recuperar a confiança de quem viaja. O Secretário Regional de Turismo e Cultura disse, a este propósito, ser preciso “acabar com o medo”.
E, para que isso aconteça, disse ser necessário investir em procedimentos novos.
Com esse propósito, o Dr. Eduardo Jesus disse que a Secretaria Regional de Turismo e Cultura desafiou o setor a emanar um conjunto de orientações, ideias e sugestões, que resultou no documento ‘Covid Safe Tourism’, que sistematiza toda a orientação. Sendo que o grande propósito é exatamente trazer confiança ao sistema.
Além disso, contém igualmente um capítulo que teve a ver com o tema da reunião de hoje entre o Governo e os hoteleiros, que incide em toda a operacionalidade no aeroporto, sendo que, neste momento, a Região aguarda o entendimento das autoridades nacionais e europeias nesta matéria, para poder implementar esses procedimentos localmente.
Outro assunto que também esteve presente na reunião na Quinta Vigia foi o trabalho que está a ser feito pela Associação de Promoção da Madeira e o nível de notoriedade que tem conseguido, relativamente à Madeira, mantendo-a no mapa e no olhar de milhares de pessoas em todo o mundo.
Em cima da mesa esteve igualmente todo o trabalho que está a ser feito junto do mercado nacional, acreditando que será o primeiro a reagir e a grande aposta da Madeira no imediato, sem descurar as apostas nos mercados tradicionais, e também uma aposta forte no mercado nórdico.
Na reunião esteve ainda a análise da evolução, no tempo, de toda a crise que se instalou, perspetivando apoios ao setor, e saber de que forma está a ser pensada uma reação em função dessa mesma evolução.
Eduardo Jesus disse haver uma preocupação dos empresários, de que o Governo Regional se associa, em matéria fiscal, nomeadamente dos pagamentos por conta, que não deveriam existir este ano, ou que deveriam ser entendidos como opção, aliviando, dessa forma, a tesouraria das empresas.
Foram assuntos que mereceram a total atenção por parte do Governo Regional, vindos de um setor que tem sido sempre ouvido, através de um contato permanente com a tutela. Houve uma primeira fase, quando tudo despoletou, com reuniões com grupos de trabalho muito envolvidos. Depois, com todo o trabalho de promoção, com o novo manual de boas práticas, e na construção destas soluções que o Governo Regional quer que sejam duradouras, e, acima de tudo, estruturantes para que o setor possa sair desta crise.”
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