Alegada partilha de equipamentos de fogos urbanos causa preocupação nos Bombeiros de Câmara de Lobos

Foto de arquivo

A situação do novo coronavírus está, como é sabido, a gerar preocupação em Câmara de Lobos, freguesia agora “sitiada” por um cerco sanitário. E, aparentemente, não são apenas só os cidadãos comuns a preocuparem-se. Ao Funchal Notícias chegaram queixas de bombeiros, membros da corporação dos Bombeiros Voluntários de Câmara de Lobos, que denunciam falta de equipamentos de protecção individual para desempenharem o seu trabalho e confessam “medo” em trabalhar nas actuais condições.

“Já há algum tempo temos reivindicado e demonstrado a nossa preocupação por algumas falhas que diariamente vamos sentindo no desempenho da nossa missão, falhas que põem em risco a segurança de todo o pessoal e a própria missão”, garantem os ditos bombeiros. O “sentimento de medo e falta de confiança” no comando parece ter-se agravado no contexto da actual pandemia. “Agora, com estes casos recentes em Câmara de Lobos aumenta o receio e do comando nem uma palavra pelo que aumenta a insegurança e a revolta”, afirmam os bombeiros.

Estes profissionais alegam já por diversas vezes terem abordado o comando e a direcção para a falta de EPI de fogos urbanos, “equipamentos estes que deveriam ser de uso individual” mas que “temos de partilhar com todos os colegas, com todo o risco que isto representa”, dizem-nos. Foi proposta a redução de pessoal nos turnos, neste período, mas a pretensão não foi, alegadamente, tomada em conta. Isto, relatam-nos, “com a agravante de permitir que haja elementos que transitam pelos vários turnos, aumentando o perigo de contágio, contrariando todas as recomendações do Governo, e da Direcção Regional de Saúde”.

Ao receio dos bombeiros para que se previna o risco de contágio, o comando terá alegado falta de verbas para tomar as medidas, especialmente em relação aos EPIs, pretendida pelos bombeiros.

Por outro lado, os bombeiros terão aludido ao seguro, “pedindo ao comando para esclarecer se estávamos cobertos em caso de contágio pelo vírus, mas até a data o silêncio instalou-se”. Na sequência destes receios e outros problemas, terá havido alguns destes profissionais que pediram dispensa de serviço e outros tantos estão a ponderar, em meio ao que nos descrevem como “um descontentamento generalizado”.

Os bombeiros, que pedem para não ser identificados, reafirmam o seu brio e o facto de quererem desempenhar as suas funções em prol da comunidade, mas com a segurança exigível.


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