Pedro Ramos não descartou sugestão adiantada por médicos ao FN: criação de um hospital não-Covid

Médicos do SESARAM sublinharam ao Funchal Notícias a necessidade de ser criado um hospital não-COVID-19 (isto para além da actual separação de circuitos em prática no âmbito da reorganização do sistema de saúde) para que se possa dar resposta aos outros doentes. Isto porque, diz quem sabe, há efectivamente “muitos doentes crónicos de todas as áreas médicas, para além dos oncológicos, que necessitam de  atendimento médico”. Os clínicos com quem falámos, e que preferiram não ser identificados, sublinharam que “há também cirurgias que precisam ser realizadas em tempo útil, mesmo que não do foro oncológico” e que tem de haver uma estratégia para prosseguir a a formação de internos, “pois uma das actividades médicas importante e fundamental é a educação e formação dos colegas mais novos”.

O Funchal Notícias colocou esta questão ao presidente do Governo Regional e ao secretário regional de Saúde e Protecção Civil durante a conferência de imprensa de hoje na Quinta Vigia. A resposta foi delegada por Miguel Albuquerque em Pedro Ramos, que declarou que a reorganização dos serviços do SESARAM foi tomada no sentido de preservar não só a segurança dos utentes, mas também dos profissionais de saúde. “Neste momento, aquilo que foi reorganizado foi de acordo com os profissionais de saúde, e temos a agradecer, de facto, todo o esforço e empenho, não só da parte do Conselho de Administração, mas também do director clínico e do director de enfermagem, no sentido de operacionalizar rapidamente esta situação, que nos parece estável neste momento”.

Pedro Ramos aproveitou para agradecer a colaboração de todos os que se têm oferecido para colaborar com o SESARAM. Neste momento, adiantou, os internos de formação geral já estão a colaborar com o call-center no Serviço Regional de Protecção Civil, na linha de atendimento. Hoje recebemos também um mail de 25 alunos de Medicina do 5º e 6º ano, que de facto também se disponibilizaram (…)”, acrescentou. A maior parte destes alunos, referiu, estão cá na Madeira.

“Não sabemos ainda o que vai acontecer. Até agora, todas as medidas restritivas tomadas pelo GR parecem-nos que têm permitido conter de uma forma diferente situações que temos vindo a assistir noutros países”, declarou. “Temos de esperar mais duas ou três semanas, conforme o presidente do Governo disse, para fazermos uma análise desta situação”.

“13 de Abril é de facto o período crucial para compararmos dois ciclos de incubação e o número de casos suspeitos e confirmados que a Região vai aparentemente ter”, referiu.