Pavilhão dos Trabalhadores começa hoje a receber sem abrigo com capacidade para pernoita de 60 utentes

Fotos Governo Regional.

Está confirmada para hoje a chegada dos primeiros utentes ao centro de acolhimento da população em situação de sem abrigo, no Pavilhão dos Trabalhadores, adaptado para o efeito, em função das medidas adotadas no âmbito do plano de contenção da COVID-19. A capacidade é de 60 utentes, mas pode ser alargada para 100, caso seja necessário.
“O Parque Desportivo dos Trabalhadores – Dr. Sidónio Fernandes, em São Martinho, foi o espaço definido pelo Governo Regional para fazer convergir todas as pessoas em situação de sem abrigo, criando-se um Centro de Acolhimento Temporário destinado a esta população”.

O centro começou a ser equipado no dia 1 de abril, com a colaboração do Regimento de Guarnição n.º 3 (RG3), reunindo uma capacidade para acolher, em regime de pernoita, 60 utentes, 50 do sexo masculino e 10 do sexo feminino, num anexo subjacente ao acolhimento principal, numa primeira fase, caso necessário a capacidade poderá ser ampliada para cerca de 100 pessoas.

Segundo informação disponibilizada pela secretaria regional da Inclusão Social e Cidadania, liderada por Augusta Aguiar, “o apoio alimentar, higiene e acolhimento desta população serão assegurados pelo ISSM, IP-RAM, em articulação com as entidades parceiras do “Plano Regional para a Integração de Pessoas em Situação de Sem Abrigo (PRIPSSA). As equipas multidisciplinares encontram-se em fase de estruturação, de forma a que, diariamente, para além dos serviços acima referidos, seja assegurado o apoio psicossocial e psicológico, o acompanhamento médico necessário, bem como a monitorização de entradas e de saídas das pessoas em situação de sem abrigo, em articulação com a PSP”.

Como referem os mesmos dados, “o Parque Desportivo dos Trabalhadores – Dr. Sidónio Fernandes permite uma implementação mais eficaz das medidas preventivas da disseminação da COVID-19 entre a população em situação de sem abrigo e colaboradores das diversas entidades que diariamente trabalham com a mesma. Fica assim facilitada a criação de salas de isolamento devidamente equipadas que possam ser usadas em caso de deteção de um caso suspeito, a implementação das medidas de distanciamento social recomendadas e das formas de higienização adequadas, o fornecimento de refeições, o controlo de entradas e saídas, o acompanhamento médico e monitorização, em caso de necessidade”.


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