Funchal em “estado de emergência” provoca preocupação e insegurança a quem lá vive e passa

A situação resultante do “estado de emergência” decretado pelo Presidente da República, com uma obrigatoriedade de isolamento social como forma de minimizar os efeitos da COVID-19, vem mudando aquilo a que podemos denominar de “face” das cidades, por todo o País. O Funchal não é diferente, o que de certo modo era expectável em função da vida que deixou de haver na cidade. O grande desafio é manter o foco no combate à COVID-19, mobilizando autoridades para esse fim, e manter as cidade a salvo dos efeitos do isolamento.

Acontece que esta realidade, também de isolamento das ruas, durante o dia, mas sobretudo de noite, vem provocando algum receio por parte, sobretudo, daqueles que ainda vivem no núcleo central e nas artérias próximas, de acordo com testemunhos prestados ao Funchal Notícias, de residentes que têm medo de andar na cidade depois do final da tarde, além de que, mesmo durante o dia, há pessoas que vão trabalhar e que se deparam com imagens de grupos de sem-abrigo, dizem que cada vez há mais, em locais como a Praça do Carmo, Zona Velha e um pouco pelo resto da cidade agora que o movimento, em alguns momentos, é muito reduzido.

Contam-nos que, por exemplo, na Praça do Carmo, onde próximo existe a “Sopa do Cardoso”, há momentos de visíveis reações preocupantes de alguns frequentadores, que se juntam em convívio nas mesas que alguns restaurantes da zona não retiraram das esplanadas. E a questão levantada ao FN prende-se precisamente com o momento em que vivemos, de evitar contactos e ajuntamentos, mas que para este caso ainda não terá havido uma solução, sendo que se trata de um potencial problema que as entidades deveriam ter em conta, salvaguardando que, por agora, não têm existido comportamentos agressivos com a pouca população que circula no centro, mas entre os próprios são frequentes os desentendimentos.

Outro problema que apontam os moradores de várias zonas da cidade, um verdadeiro problema de Saúde Pública, tem a ver com as ratazanas de grandes dimensões que, neste estado da cidade, têm o ambiente propício a que possam passear por várias ruas, exemplos de Rua das Hortas, Praça do Carmo, Rua da Carreira, imagens que ultimamente são observadas com uma grande frequência, exigindo porventura uma outra atenção por parte das entidades responsáveis.

As pessoas questionam e dizem que este é, verdadeiramente, um momento preocupante de combate à COVID-19, mas também pedem que é preciso ir cuidando da cidade para evitar males maiores quando ocorrer o regresso do Funchal com vida, lembrando informações recentes dando conta de assaltos a estabelecimentos no Funchal. Pedem, por isso, algum policiamento “cirúrgico”, compreendendo que os meios disponíveis não são muitos neste contexto de pandemia, mas apelando a quem de direito para ter esta realidade em conta.