O grupo parlamentar do PS Madeira considera positivas as medidas anunciadas hoje pelo Governo Regional, considerando que representam já “um pequeno complemento ao pacote de ajuda financeiro nacional”.
Os socialistas dizem que “todas as medidas são bem-vindas, e no que toca às famílias, é de salientar a isenção do pagamento de rendas habitacionais de imóveis geridos pelo governo regional, bem como as isenções relativamente às creches e escolas. Foram anunciados vários apoios sociais, embora as dotações nos pareçam manifestamente insuficientes, face à dimensão do problema e da situação em que muitas pessoas vivem. No entanto, confiamos que haverá o devido acompanhamento nos próximos dias e feita a devida avaliação sobre o reforço necessário”.
Na nota enviada à comunicação social, Miguel Iglesias, o líder do grupo parlamentar, afirma ser “urgente, nesta fase, providenciar o mais rápido possível o acesso às linhas de financiamento, sejam regionais ou nacionais, de modo a salvaguardar a tesouraria das empresas que lidam com a queda abrupta de receitas e com os custos operacionais.
Estamos conscientes que a linha de 100 milhões de euros anunciada não será suficiente para acudir a todas as empresas e pese embora os apoios previstos a nível nacional consideramos que devem ser analisadas o mais rápido possível medidas de contingência que visem salvaguardar os postos de trabalho das empresas paralisadas, em particular da Hotelaria, onde se regista uma grande percentagem de ‘layoff’. O Turismo representa quase 25% da economia regional”.
Para Miguel Iglesias “continua a não se prever a possibilidade de conversão em apoio a fundo perdido, sobretudo para as empresas que assegurem a manutenção dos postos de trabalho. O grupo parlamentar do PS-Madeira já o tinha sugerido e os Açores já anunciaram medidas com componente a fundo perdido, precisamente para garantir os postos de trabalho e o pagamento de salários aos trabalhadores.
Consideramos também que, tal como admitiu o presidente do Governo Regional, ainda falta definir muitas medidas para vários sectores e profissionais, que vivem um grande período de incerteza nomeadamente no sector primário, agricultura e pescas, os trabalhadores independentes e os empresários em nome individual. As microempresas, bem como as PME, constituem o grosso do tecido empresarial regional e serão certamente as mais prejudicadas no curto prazo.
Temos esperança que é possível superar esta fase, onde o mais importante é travar a propagação do vírus e passar à fase da recuperação económica, que será difícil, que exigirá muito de todos os agentes públicos e privados, mas que teremos de enfrentar.
O Grupo Parlamentar do PS-Madeira está totalmente focado nesse desígnio e em colaborar com o Governo Regional, ajudando as empresas e as famílias.
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