PSD não entende como saúde e segurança no trabalho “não são prioridade” para a CMF

O PSD disse hoje não entender como é que um assunto como a saúde e segurança no trabalho, “que deveria ser uma preocupação do Executivo Municipal, porque directamente relacionado com os seus funcionários – continua em cima da mesa, há dois anos, por resolver”, sendo muito menos aceitável que, “estando ao seu alcance, esta medida não tenha sido assegurada, até hoje”. A vereadora social-democrata Paula Menezes fez a denúncia no final de mais uma reunião de Câmara, mostrando-se crítica perante a falta de acção e de concretização do Executivo Municipal quanto à atribuição de um Subsídio de Risco ao pessoal da recolha e manuseamento de resíduos.
“Insistimos nesta matéria porque defendemos a criação de melhores condições de trabalho a estes profissionais, porque reconhecemos a penosidade e os riscos a que estão diariamente expostos, no desempenho das suas funções e porque estamos a falar de direitos consagrados na lei que deveriam ser atendidos e, não, ignorados”, explica a vereadora, lamentando que a saúde e a segurança no trabalho “não sejam uma prioridade para a Câmara Municipal do Funchal”.
Os social-democratas garantem haver verbas para assegurar a atribuição deste ou de outro qualquer suplemento aos trabalhadores, numa autarquia em que, ano após ano, se somam milhões de euros de lucro e, consequentemente, existe capacidade de direccionar essas receitas para quem trabalha a favor do Município.
“Estamos a falar de um montante que rondará cerca de dois euros por dia, por funcionário, ou seja, não é certamente um valor impeditivo nem é sequer isto que está em questão mas, sim, os princípios que norteiam o actual Executivo socialista”, argumentou Paula Menezes, reforçando que a inacção da autarquia nesta matéria comprova, apenas, que, apesar de ter condições para tal, quem gere o Município “não faz tudo o que poderia fazer para valorizar e compensar os seus próprios trabalhadores nem muito menos para dignificar as suas carreiras”.