Estepilha – Nem os parques “escapam” nesta onda de nomeações

carro vereador cdsB

Por Rui Marote

Estepilha, este governo de coligação é novo e, por isso, traz coisas novas que durante mais de quarenta anos estavam confinadas ao partido “absolutamente vencedor”, cargos para distribuir só como quem vence pode e sabe fazer, chefes de gabinetes, assessores, aqueles nomes pomposos que por razões técnicas encaixam nas necessárias nomeações quando estas não têm outro enquadramento legal, tratar da vidinha de militantes de peso, de alguns respetivos e respeitáveis familiares, até que no fim da lista aparecem lugares de estacionamento, bilhetes para o circo e entradas em festas com direito a bebida. No fim, mesmo, ficam aqueles que, se quiserem, paga-se um copo e não se fala mais nisso.
Este episódio que contaram ao Estepilha passa-se com o novo secretário Rui Barreto, que abandonou o cargo de vereador na Câmara do Funchal, há mais de dois anos, mas continua com o privilégio de colocar o carro pessoal no parque destinado a vereadores  da edilidade funchalense. Diz quem sabe e quem vê todos os dias, que aquilo é usado com frequência, pelo próprio ou pela esposa. Há quem esteja em plenas funções e não goste da brincadeira, lembrando que à mulher de César não basta ser séria, deve parecer. Outros dizem que a seriedade é um pormenor e que a serenidade da coligação, a que noutros tempos se chamava “lata”, faz com que até o presidente do Governo tenha desabafado, a uma das publicações de “uma no cravo, outra na ferradura”, para onde dá notícias com a mesma velocidade com que dá verbas, dentro da legalidade imoral, que ainda faltam mais nomeações para fazer, como se os votos dos madeirenses tivessem dado para isto tudo. Mas pronto vamos ao que interessa…
Quem utiliza esse espaço destinado ao antigo vereador do CDS, hoje secretário, é a esposa. Mas depende, também pode lá estar o carro do partido, depende do dia e das necessidades do momento.
Quem passou a mensagem ao Estepilha está pior do que estragado com esta ausência de pudor na política madeirense, mas sobretudo no recém chegado partido de poder, com fórmulas de agência de empregos, camufladas com a denominação de origem, ou seja “cargos de confiança”, em quantidade como se não houvesse amanhã. Se calhar não há…