Iglesias considera “gravíssimas” declarações de Albuquerque sobre a crise no SESARAM e diz que “menorizam toda uma classe profissional”

“Os médicos não são assalariados políticos. E os cargos clínicos não são nomeações partidárias”. Foi assim que, há pouco, o líder parlamentar do PS-Madeira, Miguel Iglesias, abordou a polémica relacionada com a nomeação do médico Mário Pereira para diretor clínico do SESARAM.

Iglesias escreveu na sua página do Facebook, onde apontou “o facto do Dr Pedro Ramos nunca ter concordado em a Direção Clínica ser alvo de um acordo politico-partidário, e de ter sido um dos responsáveis nos bastidores pela encenação da votação contra a Dra Filomena Gonçalves. Facto per si maquiavélico”, salientando que “as declarações públicas de Miguel Albuquerque sobre a crise no SESARAM são gravíssimas. Menoriza completamente toda uma classe profissional, que presta um serviço público imprescindível, tratando os médicos literalmente como indigentes, uns “garotos” que fazem umas birras, e que era preciso dar uns correctivos para irem ao sítio…”
Para o parlamentar e dirigente socialista “tivemos um presidente do Governo Regional a ameaçar médicos. A fazer gala em falar grosso para toda uma classe de profissionais que têm sido o garante da saúde dos cidadãos que representa. Nada espanta nesta atitudes irresponsáveis de quem ainda nos governa. Custa a acreditar que passe na cabeça de alguém que não haverá consequências depois do que se passou esta semana”.
Para Miguel Iglesias, “o Dr. Mário Pereira deveria ser o primeiro a compreender que não tem condições para assumir a Direção Clínica do SESARAM. Isto não é uma cavalgada quixotesca, nem os madeirenses querem saber de guerrinhas de lana caprina. Está em causa a estabilidade do Serviço Regional de Saúde. Quererem avançar neste caminho poderá ser uma tragédia onde os únicos prejudicados serão os utentes do SESARAM, toda a população”.

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