Marítimo colocado no meio de investigações reveladas pela revista SÁBADO, em causa estarão os “negócios” com o Braga

A revista SÁBADO, disponível em todo o País à quinta-feira mas que só chega à bancas, na Madeira, à sexta-feira, publica na sua edição desta semana uma reportagem dando conta que o Ministério Público e a Autoridade Tributária “têm abertos cinco megainquéritos por suspeitas de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais”, sendo que os visados são presidentes de clubes, agentes, empresários , empresas e jogadores, com o Porto e Pinto da Costa como referências mais sonantes.
De acordo com a mesma revista, em causa estão 20 milhões de euros que dizem respeito a transferências de jogadores como Falcão, Mangala e Danilo, apontando-se também outros clubes alvo de averiguações, entre eles o Marítimo, sendo os restantes o Benfica, Portimonense, Guimarães, Braga e Estoril.
O presidente do Porto já reagiu e negou qualquer conhecimento sobre a situação agora relatada pela revista, sublinhando que irá pedir responsabilidades.
Relativamente ao Marítimo, a revista SÁBADO, revelando o exclusivo, numa peça assinada online pelo jornalista António José Vilela, explica que “no Braga, os agentes do fisco já recolheram indícios importantes de negócios cruzados com o Marítimo. Em 2017, Dyego Sousa (hoje no Benfica), Fransérgio e Raúl Silva assinaram pelo Braga, que anunciou ter pago 1,250 milhões de euros ao Marítimo por 75% do passe de Fransérgio e mais 296 mil euros por igual percentagem de Dyego Sousa, que estava em fim de contrato com o clube insular – António Salvador revelou que, apesar da situação contratual do jogador, preferiu negociar o avançado com Carlos Pereira, presidente do Marítimo, com quem ainda viria a fechar, mais tarde, a contratação de Raúl Silva. Em 2018, o Braga também contratou o central Pablo Santos, tudo transferências que estão a ser vistas à lupa pelos investigadores”.