Companhia easyJet ameaça sair da operação da Madeira e diz que não tem condições para aplicar o novo regime de mobilidade

A companhia aérea easyJet emitiu hoje um comunicado onde reage à aprovação, na Assembleia da República, de alterações ao modelo de subsídio de mobilidade, propostas pelo PSD-M, que permitem aos madeirenses o pagamento apenas do valor que é aplicado ao residente, 86 euros, já a partir deste ano, faltando naturalmente a respetiva regulamentação para que esse regime seja aplicado.

A easyJet, que já tinha manifestado dificuldades de aplicação deste modelo, reitera essa posição no sentido de que  “não conseguirá implementar as mudanças inerentes ao mesmo.

Refere que “a implementação destas medidas implica a expulsão da easyJet de um mercado liberalizado, por uma decisão política, e que forçará a companhia a interromper as duas rotas domésticas atualmente existentes entre a Madeira e o continente português (LISFNC & OPOFNC), o que terá um enorme impacto negativo tanto na vida das pessoas, como no turismo e na economia de toda a região. Operamos rotas internacionais para a Madeira desde 2007 e prestamos serviços domésticos desde 2008, com reconhecidos benefícios para os residentes da região, assegurando uma maior concorrência e disponibilidade de tarifas mais baixas para todos”.

A companhia afirma que continuará “a monitorizar esta decisão, e a analisar todos os detalhes relacionados com a mesma, com as nossas equipas de regulação e jurídicas”.


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