Sindicato acusa administração do SESARAM de comportamento “abusivo” e de “coagir funcionários com ameaça de processos”

A delegação regional da Madeira do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do sul e regiões autónomas lançou hoje um protesto, em dia de greve na Função Pública, contra o que considerou de “comportamento, mais uma vez, abusivo e prepotente, do Conselho de Administração do SESARAM que, fazendo tábua rasa da Lei que “impõe o que chama de serviços mínimos”, na véspera da greve, coagindo os funcionários com ameaça de processos disciplinares, caso não cumprissem as suas ordens, numa clara limitação do direito à greve”.

Esta estrutura sindical aproveitou o momento de balanço da paralisação para perguntar: “Onde está o anunciado suplemento de 40€ para os assistentes operacionais com mais de 10 anos de serviço?”

Num comunicado sobre a greve, este sindicato saudou “os trabalhadores que, nos diversos serviços da Administração Pública, na Madeira e Porto Santo, de forma digna e corajosa participaram na Greve convocada pela Federação dos Sindicatos em Funções Públicas, para hoje, dia 31 de Janeiro de 2020, com o objectivo de se exigir aumentos salariais de 90 euros, imediata correção da tabela remuneratória única e a defesa dos serviços públicos”.

O Sindicato diz que o que está em causa é a “dignidade Humana e Profissional dos Trabalhadores da Administração Pública, que desde 2009 não têm aumento nos seus salários. Ao fim de 11 anos o Governo, em negociação de “faz de conta” impõe um aumento de o,3%, que em termos concretos se traduz num aumento de 1,91%, para o salário de 635,07 € – são 3 cafés por mês”.

Já o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP” também saúda todos os trabalhadores da Administração Pública que, despendendo de um dia do seu precioso salário, demonstraram, através de uma grande adesão à Greve desta sexta-feira, a sua oposição clara e firme aos aumentos salariais de 0,3% constantes na proposta de Orçamento do Estado para 2020 e à quase total ausência de negociação coletiva que se verifica atualmente no setor público.

“Tanto no continente como nas regiões autónomas, entre escolas, creches e infantários fechados, consultas, serviços da Autoridade Tributária encerrados, recolha de lixo por efetuar, audiências e diligências judiciais adiadas, de serviços da segurança social, de registos e notariado, foram inúmeros os constrangimentos provocados pela falta de pessoal para manter o normal funcionamento dos serviços públicos, calculando-se que as taxas de adesão terão variado entre os 60% e os 90%, consoante o setor, tendo as mais elevadas sido verificadas na Educação, na Segurança Social, nas Autarquias e Saúde, sendo ainda os bombeiros profissionais registaram também taxas de adesão muito significativas”.

Numa nota, este sindicato chama a atenção que “foram praticadas as disposições relativas aos serviços mínimos, mas constatamos que muitas entidades empregadoras entenderam alterar as condições previstas para a greve, exigindo aos trabalhadores funções normais e não as previstas para esse contexto. Situação que iremos confrontar com as entidades em questão”.