Nacional faz anos a pensar no regresso à I Liga e a homenagear Jardim por ter projetado o desporto regional no País

RUI ALVES A
“Assiste-se a uma certa futebolização do desporto, fazendo com que o número de praticantes das outras modalidades acabe por ser menor”.

É já no próximo domingo, 8 de dezembro, que o Nacional faz 109 anos e é nesse contexto que traça o objetivo prioritário de regressar à I Liga, como faz questão de dizer o líder do clube, Rui Alves, em entrevista ao site oficial, na rubrica “Entrevista da Semana”, conduzida por Saturnino Sousa. No horizonte, de uma forma menos ou mais distante, tem a I Liga, a Academia e um lar de terceira idade no horizonte. E uma homenagem a Alberto João Jardim, em dia de festa, que é fácil de explicar com elogios ao empenho do ex-presidente do Governo na projeção e afirmação do desporto madeirense a nível nacional.

“Este aniversário é marcado por uma situação que aconteceu na temporada anterior e que nos leva a disputar a Liga Pro. Não desejaríamos, mas este acaba por ser, também, um desafio de recuperar posições de liderança. Esta época é pensada no regresso aos maiores do futebol e com isso alavancar todas as atividades desportivas no clube”, diz o presidente “alvi-negro”.

Regresso à I Liga é prioridade

Nesta entrevista, aponta dificuldades acrescidas, em função da descida à Liga Pro, mas também diz que “para grandes desafios, grandes repostas”, numa clara alusão ao propósito de seguir em frente para que o regresso à I Liga seja uma realidade já na próxima época, sendo que neste momento a equipa de futebol ocupa o segundo lugar, uma das posições de acesso ao primeiro escalão.

Rui Alves olha para o futuro, tem a certeza que será possível, um dia, ter uma Academia na Choupana, bem como um lar de terceira idade e fazer com que o complexo desportivo seja uma referência a nível nacional, apontando como determinante para esse objetivo a colaboração quer do poder local, quer do poder regional.

Assiste-se a uma futebolização do desporto

Fala do desporto, do clube e não só, como um “caminho feito em duas dimensões, com uma separação bem vincada, uma dimensão desportiva plena que tem muito a ver com a formação integral dos nossos jovens e outra dimensão profissional, onde o fator económico. Assiste-se a uma certa futebolização do desporto, fazendo com que o número de praticantes das outras modalidades acabe por ser menor.

Relativamente à realidade regional, aos apoios e às subvenções e à dificuldade de associar privados a esses apoios, Rui Alves não tem dúvidas ao afirmar que essa mesma dificuldade “é uma vantagem, que a meu ver terá de refletir, no meio Regional, uma sensibilidade dos poderes no sentido de darem ao desporto a importância que ele merece nas diferentes realidades. O nosso desafio é esse e esperamos que neste processo, existam dois vencedores, a Região e o desporto.

Jardim condecorado domingo pelo Nacional

O ex. Presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, recebe domingo, o dia de aniversário do Nacional, a distinção Condor de Ouro com Palma atribuída pelo clube, uma situação que Rui Alves explica assim: “Se podemos eleger uma das razões fundamentais para que os sócios, em Assembleia Geral, tenham escolhido esta atribuição, tem a ver com o facto do Dr. Alberto João Jardim ter sempre mantido esta realidade dos dois vencedores, a Região e o desporto, da importância do desporto para a Madeira e para a sociedade madeirense. Foi um líder fundamental ao colocar o desporto a nível nacional. O Dr. Alberto João, enquanto líder, percebeu isso como ninguém. É isso que queremos reconhecer e, através disto, manifestar o desejo para que a Região tenha sempre este projeto”.

Sobre a prestação da equipa, que se encontra no segundo lugar da Liga Pro, Rui Alves considera positiva. “Não estarei tão satisfeito, uma vez que considerava que nesta altura o Nacional já deveria estra no primeiro lugar, houve ali uma semana em que as coisas não decorreram tão bem como se esperava”.