Miguel Gouveia alerta para a existência de menos turistas e mais camas no Funchal

Miguel Gouveia congreso de TurismoO presidente da Câmara do Funchal manifestou hoje alguma “inquietação pela situação atual do Turismo na Região numa altura em que estamos a verificar um decréscimo no número de turistas que vêm à Madeira, preocupa-nos ver o crescimento potencial do número de camas nos hotéis, nos próximos anos temos 5 novas unidades hoteleiras que estão em previsão para a cidade do Funchal, e invariavelmente, a consequência será empurrar para fora do mercado aqueles que têm uma situação de competitividade diferente”.

Esta posição de Miguel Gouveia foi assumida durante o primeiro dia do Congresso Internacional de Turismo, que se realiza no Funchal de 5 a 7 de novembro, sob o tema “Imagem e Sustentabilidade dos Destinos Turísticos”.

Miguel Gouveia salientou, na ocasião, que o Turismo é a principal atividade económica do Funchal, “as atividades económicas têm ciclos, nos já tivemos o ciclo do açúcar, em que o Funchal e a Madeira foram os principais exportadores de açúcar para as cortes Europeias, e tivemos em paralelo com o ciclo do vinho, o Turismo de Saúde, e foi precisamente nesta área, onde a Madeira começou a ganhar renome internacional do ponto de vista turístico”.

“Os ciclos económicos também têm fases descendentes e nós temos a responsabilidade de procurar evitar que os ciclos económicos tenham efeitos negativos nas economias e na vida dos nossos cidadãos. Nesse sentido, o Funchal tem, desde 2016, uma Estratégia Municipal para o Turismo, que compreende vários vetores fundamentais, como a sustentabilidade ambiental, social e económica”.

A inclusão é um dos pontos ao qual o executivo funchalense tem batalhado nos últimos anos e que não se esgota na parte física e no derrubar de barreiras e obstáculos de mobilidade, “a inclusão que tem vindo a ser feita em todas as suas áreas, promovemos a acessibilidade nos Museus e espaços públicos, mas também oferecemos experiências a quem nos visita, salvaguardando sempre o que temos de distinto, e o que temos de único, seja na vertente desportiva, natural, histórica, e em tudo o que de bom o Funchal tem para oferecer nos seus 600 anos enquanto município povoado”.