CDS defende no seu programa mais transportes e mais mobilidade, “ferry” todo o ano, Lobo Marinho todos os dias e fretes mais baratos

Lobo Marinho
O programa de governo do CDS propõe “ligações marítimas” com o Porto Santo em todos os dias da semana.

Num contexto em que decorrem negociações tendentes a encontrar plataformas de entendimento entre PSD e CDS, na sequência do ato eleitoral de domingo que deixou Albuquerque sem maioria absoluta, pela primeira vez na história social democrata em matéria de legislativas regionais, torna-se importante ter em conta aquelas que são as “bandeiras” estabelecidas pela dupla Rui Barreto e José Manuel Rodrigues na feitura do programa de governo do partido.

A primeira reunião entre e PSD e CDS decorreu hoje num hotel do Funchal. E logo à noite, pelas 20.30 horas, reúne-se a comissão política do CDS PP Madeira, convocada de urgência para acelerar decisões e avaliar posições que visem garantir uma participação suficientemente consensual do partido neste entendimento.

Os homens chave, Rui Barreto, o líder, e José Manuel Rodrigues, presidente do partido, não estiveram hoje na reunião negocial, em terreno neutro, o que contrapõe com a presença, por parte do PSD, do “peso pesado” Pedro Calado, número dois do anterior governo, número dois em termos partidários e muito provavelmente vice presidente com pastas fortes do próximo executivo.

Um dos assunto determinantes para a Região é o dossier dos transportes e da mobilidade, uma área que no anterior governo suscitou enorme controvérsia na acesa dialética político partidária Região/República. Nos custos desses mesmos transportes, aéreos e marítimos, mas também na mobilidade e na atribuição do respetivo subsídio social.

Está claro que segundo o programa de governo do CDS, apresentado ao eleitorado, a liderança de Barreto quer garantir que os residentes só pagam 86 euros e os estudantes 65 nas viagens entre o Continente e 119 e 89 euros, respetivamente, nas deslocações aos Açores. Não sendo defesa única, no caso das viagens entre Região e Continente, uma vez que o PSD também é por essa via, este domínio pode trazer um entendimento entre as partes relativamente ao que fazer no próximo governo e nas negociações com Lisboa.

O CDS pretende, tal como o PSD, mais companhias aéreas nas ligações com Lisboa, permitindo assim mais lugares disponíveis. Quer, também, adaptar o aeroporto do Porto Santo para ser “o verdadeiro aeroporto alternativo ao da Madeira em caso de inoperacionalidade.

Além disso, pretende “melhores preços nos fretes marítimos nos trasnportes de mercadorias de e para a Região, sendo que relativamente ao tão falado “ferry”, outro assunto quente entre Madeira e Lisboa, neste momento apenas assegurado no verão pelo Governo Regional, o CDS propõe “ferry todo o ano inteiro com o continente, suportado pelo Estado e pela União Europeia, com subsídio de mobilidade”.

Para o Porto Santo, uma posição clara, barco todos os dias da semana. E no âmbito do licenciamento da operação portuária, com pagamento do uso do porto do Caniçal, com dois operadores em concorrência e com garantia de redução da fatura portuária.

A ampliação do porto do Funchal, uma obra já avançada pelo Governo, é outro dos pontos que o CDS dá enfoque, além de um sistema integrado de tranportes terrestres adaptado aos horários escolares.