O Juntos pelo Povo (JPP) deu conhecimento hoje, numa ação de pré campanha, que quer explicações do secretário regional da Educação sobre valores orçamentais atribuídos a um infantário que não vai abrir portas este ano letivo.
“A 13 de agosto, aprovou já a distribuição de encargos orçamentais para esta escola, na ordem dos 142 mil euros para o ano letivo 2019/20, 66 mil euros para apoios sociais. Gostaríamos de saber com que base, o senhor secretário da Educação autorizou este pagamento, quando, já desde há muitos anos, esta escola está numa decadência em termos de gestão e de má gestão”, afirmou Patrícia Spínola, em conferência de imprensa, junto ao estabelecimento Quintinha dos Janotas.
A deputada do JPP não entende a decisão do Governo, perante uma escola que apresenta “ordenados em atraso aos seus funcionários, desde os auxiliares aos docentes, está em fase de insolvência, mas recebeu o valor das matrículas dos cerca de 40 alunos inscritos para o próximo ano letivo e não tem qualquer intenção de abrir portas já na próxima semana”.
Patrícia Spínola lembra que os encarregados de educação não foram informados deste encerramento e estão agora com muitos problemas em encontrar vagas, pois este é o único infantário na Camacha. De resto, no concelho, a maior parte está centrada no Caniço e já está lotada.

“Santa Cruz está a ficar sem opção pública. Este Governo prefere atribuir verbas aos privados e lavar as mãos de toda a responsabilidade que é gerir uma escola pública. É por isso que o JPP defendeu, desde sempre, que quando se atribui valores à escola privada, deve-se sempre saber quais são os critérios de atribuição”, realçou a deputada do JPP, referindo-se ainda há questão da extinção de infantários e creches:
“Estão a fazer um esforço enorme para tentar fechar a escola da Palmeira e centrar tudo na EB1 de Santa Cruz. Este ano não conseguiram, mas vão tentar até passarem tudo para os privados. E depois vem o Governo dizer que apoia os infantários nas mensalidades, mas estas têm o valor que os patrões entenderem colocar, não há teto máximo, pelo que esse apoio deixará de ser significativo.”
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