Iniciativa Liberal defende exportação do atum rabilho por via aérea mas diz que é preciso adaptar equipamento de Raio X

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Incentivos à reformulação da frota pesqueira regional baseada no desenvolvimento tecnológico, aproveitar os apoios comunitários disponibilizados para reforma
das frotas de pesca das RUP para ao fazê-lo privilegiar o uso do gás natural ou do hidrogénio, incentivar ao ressurgimento das indústrias de conservas e
agroalimentares, maximizar as infraestruturas existentes permitindo que estas se
modernizem de modo a permitir uma melhor exploração, geolocalização e modernização dos recursos pesqueiros, aumentando assim a eficácia,
diminuindo custos, são algumas das propostas que a Iniciativa Liberal Madeira apresenta para o setor das Pescas.
O documento da IL aponta, ainda, a melhoria “de forma sustentável do nosso potencial pesqueiro tendo em atenção a proteção da biodiversidade. Aprovar um Plano Regional de Pescas desenvolvido em estreita colaboração com o sector de modo a alcançar uma visão comum para toda a indústria. O plano procurará desenvolver uma estratégia que busque o alcançar de visões compartilhadas dentro do sector, de modo a harmonizar”.

O partido IL refere o peixe de qualidade que a Madeira tem e dá o exemplo do  “atum rabilho”, que “vendido fresco nos mercados internacionais do Japão, Londres, Estados
Unidos ou Madrid, têm enorme valor comercial. Deve ser nosso objetivo estratégico ajudar a criar as condições para que se possa exportar este produto de alta qualidade, colocando-o nas principais praças em 48 horas após a pesca, quando atualmente, na melhor das hipóteses são necessários 4 dias: Um atum rabilho pode ser vendido em Londres pelo dobro do preço do que é vendido na Madeira. Um atum rabilho vendido no Japão, 4 dias após ser pescado, pode valer o triplo do preço vendido na Madeira; se for vendido 48h após ser pescado, pode valer o sextúplo;
O custo do transporte aéreo é significativo, mas facilmente compensado pelas grandes margens. Neste momento apenas 5% do peixe exportado é expedido por via aérea”.

Aponta, no entanto, algumas falhas observadas no Aeroporto Internacional do Funchal “que tem um equipamento de Raio X com capacidade de peso e dimensões idênticas ao que existe na Ilha das Flores nos Açores. Isto significa que uma caixa com um peso superior a 200Kg, por exemplo, para exportar um grande atum rabilho inteiro, não pode passar por ele. As paletes com caixas de douradas ou anonas, têm de ser desmontadas para poderem passar. É essencial ter um equipamento de Raio X adequado, ou retomar o regime de exceções que permita a exportação por via aérea de cargas grandes que não podem, ou perdem muito valor, se forem fracionadas, como acontece com este peixe;
O Certificado de Captura, necessário para a exportação de Atum Rabilho, deve passar a ser digital, como já acontece com o ECCAT;
A emissão de certificados, incluindo o ECCAT, não é feita aos Domingos e Feriados, porque os serviços estão encerrados nesses dias, o que faz com que o peixe capturado fique a aguardar nos navios, perdendo qualidade, frescura e correndo o risco de surgir a toxina histamina. No dia subsequente verificam-se enchentes nas lotas, o que significa
mais demoras, mais tempo de exposição do peixe ao sol e deficientes condições de temperatura. Há que encontrar soluções de gestão de recursos humanos para ultrapassar este constrangimento, permitindo o escoamento todos os dias da semana”.

 


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