O Bloco de Esquerda disse hoje que o PSD insiste na entrega a privados dos transportes públicos, “preocupado com os lucros dos donos das transportadoras e não com o serviço prestado aos cidadãos. E ainda gasta 116 mil euros só para preparar o concurso”.
Segundo o BE, o Regime Jurídico dos Transportes Públicos aprovado em 2015 dá a possibilidade ao Governo Regional, enquanto autoridade de transportes, de declarar um operador público de transportes – a Horários do Funchal – operador interno em toda a Região. A Lei faz cessar as concessões anteriores e dispensa o Estado de indemnizar os privados.
“É a oportunidade para terminar o processo que levou a criação da HF, com a fusão de várias companhias que operavam no Funchal, de termos uma companhia única na Madeira, para modernizar a rede de transportes públicos e termos uma gestão pública. Se a gestão pública é boa no Funchal e é elogiada pelo Governo, porque não alargar o modelo a toda a ilha?”, propõe Paulino Ascensão.
O coordenador do Bloco na Madeira diz que a ilha tem um território pequeno (menor que alguns municípios do continente), não se compreendendo a compartimentação da rede de transportes públicos, a falta de integração e a idade média tão alta dos autocarros em serviço.
“Uma companhia única e pública é o instrumento ideal para fazer a revolução nos transportes que a Madeira precisa, repensar as carreiras, integrar informação aos utentes e a bilhética, passe para toda a ilha sem restrições e modernizar a frota. Os privados só vão complicar, vão colocar os seus interesses mesquinhos acima dos da população. O PSD não se interessa pelos transportes públicos, não defende o interesse público, na ânsia de satisfazer os apetites da “máfia do betão”, continua a promover o uso do transporte individual, para justificar a construção de mais estradas e de mais parques de estacionamento, o Ambiente que se lixe”, criticou Paulino Ascensão.
“Ficamos a saber que o governo já gastou 116 mil euros apenas para preparar peças concursais para, a um ex-assessor do Governo da República (para quem se diz tão autonomista, estar sempre a recrutar assessorias no continente, parece mal). O recurso sistemático a consultores externos é a evidência da incompetência da horda de assessores nomeados pela Vice-PresidÊncia – uma vintena”, denuncia o BE.
“A Proposta do Bloco de Esquerda é designar a Horários do Funchal como operador interno em toda a Região, integrar o pessoal ao serviço dos privados”, conclui uma nota do BE.
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