Prada apela à mobilização na sua “estreia” como secretário geral na Festa do PSD-M e diz que 2019 é um ano importante para o partido e para a Madeira

Prada com Coelho Festa
José Prada com Rui Coelho na preparação da Festa do Chão da Lagoa, domingo 28 de julho.

PSD Chão da LagoaÉ a primeira Festa do PSD-Madeira no Chão da Lagoa para José Prada enquanto secretário geral do partido na Região. É domingo, 28 de julho, e pede mobilização geral. Para dentro do partido, mas também para fora. A Festa é do PSD-M, mas diz que é também da Madeira. Uma mensagem para um ano de contar com todos.

Um momento que só é mesmo novo em função do cargo assumido, uma vez que a participação naquela que é a grande manifestação social democrata já vem de longe, é daqueles momentos em que a máquina mobiliza e os dirigentes, militantes e simpatizantes correspondem. O apelo, agora, é ainda maior. Há eleições em setembro e o cenário é para não deixar nem um pormenor de fora. E que eleições serão estas.

O secretariado tem, por isso, trabalho acrescido. É mais uma Festa, mas esta com contornos políticos diferentes, ocorre num contexto de eleições regionais, mas mais do que isso, num contexto de relevância particular, em função das caraterísticas que a concorrência apresenta para 22 de setembro e que começa a dar alguns indicadores que, para o PSD-Madeira, não representam, como diz o povo, “favas contadas” em termos de vitórias.

Por isso e por muito mais, domingo é Festa a sério, discursos se possível assertivos, todas as “armas” bem contadas. Vem aí luta dura. E é para isso mesmo que José Prada chama a atenção numa declaração publicada no site do partido e reproduzida na sua página pessoal do Facebook. “É a minha primeira festa enquanto secretário geral, mas nem sinto isso. Sou mais um militante, sou um entre muitos, que gosta da Madeira. Faço um apelo, venham à Festa do Povo Madeirense”.

Num outro momento, mais político, mais apelando ao coração dos madeirenses, Prada considera este um ano importante para o PSD, mas não só para o PSD, para a Madeira também. “Os madeirenses sempre souberam escolher bem durante 40 anos e assim vão continuar. Devem manter a confiança, afirmar a Autonomia e escolher quem tem feito melhor pela Madeira, com melhores condições económicas e sociais. Nos últimos quatro anos, nunca fomos tão maltratados por ninguém como por este Governo da República como este. Os madeirenses e portosantenses foram tratados como portugueses de terceira categoria, isto não pode acontecer”.

Também Rui Coelho, ao lado de José Prada, já falou desde o Chão da Lagoa para lançar um apelo a uma grande participação, fazendo alusão ao programa, o político com as intervenções do líder da JSD-M, Bruno Melim, do secretário geral José Prada, do líder nacional do PSD, Rui Rio e do líder regional Miguel Albuquerque. E neste particular, não será muito difícil prever a tónica das intervenções, que atendendo aos contornos políticos, deverão assentar na dialética Região/República, tendo como alvos o Governo Central de António Costa. E no centro da mensagem, a escolha entre os defensores da Autonomia e os representantes de Lisboa, neste caso com as baterias apontadas a Paulo Cafôfo, considerado o grande adversário social democrata para 22 de setembro.

Mas também há animação prometida, com a dupla convidada Lucas e Matheus, Miro Freitas, Rony de Melo, Miguel Pires, Galáxia, Diogo Garcia, Mariachi e vários outros artistas, com bandas, grupos folclóricos e tunas, representando cada concelho da Região, além do DJ Oxi para fechar a Festa.