Revista cultural “Aoeste” será amanhã lançada na Calheta

O Centro de Estudos e Desenvolvimento, Educação, Cultura e Social da Calheta lança amanhã às 11:00 horas no salão nobre da Câmara Municipal da Calheta, o primeiro número da revista científica e cultural “Aoeste”, que conta com o apoio da Câmara Municipal da Calheta e será apresentada pela investigadora Rita Rodrigues.

A revista terá uma periodicidade anual e a primeira publicação conta com dez artigos científicos, nomeadamente de Rita Rodrigues sobre “Repouso na fuga para o Egipto: Pintura de António de Oliveira Bernardes na Capela de Jesus-Maria-José (Lombo do Doutor, Calheta)”; Higino Faria sobre “A Pia Baptismal da Matriz da Ribeira Brava e a Unificação Ribeira Brava e a Unificação Religiosa do Reino no Tempo de D. Manuel I”; Paulo Ladeira sobre “A Ponta do Pargo no percurso do pintor Alfredo Miguéis”; Ana Madalena Sousa sobre “As vistorias municipais nas serras do concelho da Calheta: espaço, conflito e poder (1827 – 1874); Eberhard Axel Wilhelm sobre “Curt Gagel: Uma excursão ao Rabaçal, em 1903”; Cristina Trindade e Paulo Perneta sobre “António Veloso de Lira (1616 -1691); Gregório Gouveia sobre “Condado da Calheta (Título de Conde); Nelson Veríssimo sobre “A Ordem de Cristo e o arquipélago da Madeira: dos primórdios do povoamento até à instituição da diocese do Funchal”; José Xavier Dias sobre “A economia do açúcar na Madeira e a valorização da História Local” e Maria Manuela Pereira sobre “Educação e Formação de Adultos Complexidade: Um novo Paradigma para Investir e Intervir em Educação”, refere uma nota de imprensa.

A revista tem coordenação directiva e editorial de Eugénio Perregil, Eva Natália Gouveia e Paulo Ladeira.

Neste número um da revista, o editorial de Paulo Ladeira refere que a “Madeira, situada no oceano Atlântico, numa posição geoestratégica entre vários continentes, revelou-se de extrema importância para diferentes povos que por aqui passaram ou se fixaram, trazendo consigo os seus saberes e, posteriormente, também os levando para outras partes do mundo. A disponibilidade de um novo espaço geográfico originou a adaptação de aspetos culturais ao local, desenvolvendo-se especificidades ao longo de seis séculos.  A população do arquipélago, tendo um espaço terrestre limitado, viu o mar sem limite e marcou a sua presença em quase todos os cantos do mundo. Dentro do arquipélago, como é natural, existem caraterísticas comuns a todo o território, mas cada localidade, concelho, sítio, núcleo habitacional, família ou mesmo um indivíduo desenvolve particularidades que os distingue uns dos outros. Esta porção da ilha da Madeira, situada a oeste, conhecida inicialmente pelas “partes do fundo” e “costa de baixo” não foi alheia a estas especificidades.

A revista oeste proporciona um espaço de publicação anual, pretende dar um contributo para o enriquecimento do conhecimento, divulgar e proporcionar a reflexão sobre os aspetos culturais da zona aoeste da Madeira. Não será descurada a sua relação com o restante território insular, situado a leste e demais pontos cardeais, o continente português, Açores e o estrangeiro. O logótipo da revista pretende transmitir esta ideia através do arco com o termo aoeste, ao centro, a indicar este ponto cardeal. A abertura do arco remete para a sua relação com outros territórios e para uma analogia a uma zona sem fronteiras para o conhecimento.

Tendo como elo principal a cultura, nas formas erudita e popular e nas diversas formas de expressão, nesta revista pretende-se o relacionamento com várias áreas do saber, tais como a História, o Património, as Artes, a Literatura, o Folclore, o Ambiente, a Educação/Ensino, entre outras que tenham interesse aoeste e na sua relação com outras partes desta aldeia global”.