Reformados e pensionistas contra aumentos nas comissões da Caixa Geral de Depósitos e criticam prémios aos administradores

~Caixa GeralO Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos não é poupado nas críticas dos reformados, dos pensionistas e dos idosos em geral. O motivo prende-se com a decisão de alterar o valor das comissões, uma medida que as instituições bancárias sencontraram para fazer face às margens de proveitos que afirmam ter reduzido e, em algumas instituições, a gestão anda nivelada por baixo.

E a par disso, lembram que “´é  imoral que oito administradores do CA/CGD recebam 655 297,00 euros de prémios pelos lucros obtidos, também à custa das comissões pagas pelos reformados e trabalhadores”.

O MURPI, Confederação Nacional dos Reformados, Pensionistas e Idosos, emitiu um comunicado dando conta desse descontentamento dos clientes daquela instituição bancária do Estado. “decide penalizar milhares de reformados, pensionistas e idosos que confiaram, ao Banco Público, os valores das suas pensões, prestações da segurança social e das suas magras poupanças em contas depósito, exigindo o pagamento de comissões mensais, cujos valores podem atingir 5 euros, sem aviso prévio aos depositantes”.

Esta prática, dizem, “é semelhante à das instituições bancárias privadas, mas agora executada por um Banco Público, a quem competia estabelecer um regime de isenção de custos àqueles que auferem apenas rendimentos das suas pensões. Ainda, como a grande maioria dos atuais reformados, pensionistas e idosos não possui conhecimentos suficientes que lhes permitam proceder ao levantamento automático das suas pensões, utilizando o cartão de débito (cartão de Multibanco), podem, por este facto, vir a ser penalizados com a cobrança de 2,8 euros nos levantamentos efetuados ao balcão, o que constitui uma violência e falta de proteção a quem mais precisa”-

Afirma o MURPI que “é incompreensível que um Banco Público, como a Caixa Geral de Depósitos, que devia ser o garante de prestação pública, esteja a impor aos seus antigos depositantes de “Contas Pacote” mais encargos não previstos nos contratos anteriormente celebrados. Não é aceitável que o CA/CGD institua práticas de cobrança de comissões em todas as operações, não protegendo os pequenos aforradores, aposentados e reformados que sempre confiaram no Banco Público, como a Caixa Geral de Depósitos.

 


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