“Recuo positivo” do PS nos 86 euros das viagens vai ao encontro do que sempre defendeu o PSD, esclarece Eduardo de Jesus

Eduardo Jesus
Eduardo de Jesus disse que “o Governo está obrigado a rever o subsídio, excepcionalmente, ao fim de seis meses”, o que significa que, “em fevereiro de 2016, já o devia ter feito” e, anualmente, de forma continuada.

O PS anunciou recentemente o voto favorável à proposta da Assembleia Regional que defendia o pagamento de 86 euros, por parte do residente e  65 euros por parte dos estudantes, nas viagens aéreas entre Madeira e Continente. Este anúncio caíu mal no Governo e no PSD, uma vez que ambos consideram que o PS já deveria ter resolvido a situação há três anos e que fá-lo agora por estarmos perto de eleições, regionais e nacionais.

O grupo parlamentar do PSD, através do deputado Eduardo Jesus, sustentou, que se os madeirenses não pagam hoje os 86 euros (residentes) para viajar para o Continente, a culpa é, exclusivamente, do PS.

Numa iniciativa realizada no aeroporto, o deputado salientou que este “é um processo que o PSD liderou desde o início”. “Nós estamos, praticamente, há quase três anos, à espera que o Governo da República cumpra o que está estabelecido no própria lei”, lembrou Eduardo Jesus, afirmando que o “Governo está obrigado a rever o subsídio, excepcionalmente, ao fim de seis meses”, o que significa que, “em fevereiro de 2016, já o devia ter feito” e, anualmente, de forma continuada.

Contudo, adiantou o deputado, “o Governo da República recusou-se a fazê-lo porque sabia que essa revisão era favorável aos madeirenses”. Em alternativa, sublinhou, conseguiu-se uma posição unânime na Assembleia Legislativa da Madeira relativamente a essa revisão, que “foi bloqueada pelo PS em Lisboa”.

Ou seja, uma vez mais o PS tentou travar novamente esta revisão na Assembleia da República. Não só tentou adiar a discussão como votou contra na generalidade, contrariando a posição dos restantes partidos. Quase um ano depois, o PS anuncia uma posição diferente, indo ao encontro, conforme salientou Eduardo Jesus, daquilo que tem sido sempre defendido pelo PSD. “Vem ao encontro do que nós sempre defendemos que era melhor para a Madeira e vem dar o dito pelo não dito e recuar na sua posição.”

Apesar de ser um recuo positivo e que vem demonstrar que “o PSD estava no bom caminho”, o deputado considera que é “tardio”. “Estamos no final de mandato, não sabemos se terá alguma consequência, e, acima de tudo, o que nos parece é que o PS criou aqui uma manobra para não se deixar ficar isolado, que era essa a circunstância”.

“Uma manobra”, que segundo Eduardo Jesus, “as pessoas têm de entender”, recordando, uma vez mais, que  o PS “foi o único partido que esteve contra a Madeira” porque “foi o único que esteve contra a revisão do subsídio de mobilidade”.

“Agora, no fim, muda as regras, mas é preciso não esquecer que foi, exatamente, este o partido que bloqueou e que, muito provavelmente, não há revisão do subsídio social de mobilidade por culpa exclusiva do Partido Socialista”.