Assembleia Municipal chumba as contas consolidadas da Câmara do Funchal, Confiança fica isolada

João Paulo Marques 28 de junho
João Paulo Marques lamentou que a estreia de Miguel Silva Gouveia tenha sido com chumbo na Assembleia Municipal.

As contas consolidadas da Câmara Municipal do Funchal (CMF) relativas ao ano passado foram chumbadas esta sexta-feira pela Assembleia Municipal do Funchal, com os votos contra de PSD, CDS, CDU, JPP, PTP e deputado  independente. A coligação Confiança, isolada, foi a única a votar a favor.

O deputado do PSD João Paulo Marques responsabilizou o presidente da Autarquia por este sentido de voto. “É o único responsável”, disse, apontando os resultados apresentados pela Frente Mar, o bloqueio liderado pelo Presidente da Câmara a que seja feita uma auditoria às contas desta empresa municipal e os salários em atraso, como razões para o chumbo às contas de 2018 da CMF.

“Lamento de facto que a estreia deste Presidente da Câmara em Assembleia Municipal tenha sido com uma reprovação das contas consolidadas apresentadas pela Câmara Municipal do Funchal”, disse o deputado social-democrata, repetindo: “O único responsável por o chumbo desta Assembleia, é o Senhor Presidente, por ter bloqueado a auditoria e por se ter recusado a responder aso deputados.” Pelos vistos, ironizou, o ‘mago das finanças’, perdeu os seus truques.

Segundo refere uma nota do PSD, antes da cotação, a bancada social democrata tinha já desafiado o executivo municipal a viabilizar uma auditoria do Tribunal de Contas à Frente Mar, de acordo com o que já foi aprovado na Assembleia Municipal. “Se não tem nada a esconder, dê ordem para avançar a auditoria à Frente Mar e abra as portas da empresa ao Tribunal de Contas para que não restem dúvidas sobre o que lá se passa”,  desafiou João Paulo Marques, numa intervenção
bastante crítica para quem governa a autarquia.

“A principal conclusão a que chegamos é que dois anos depois, a Confiança está esgotada. Os partidos que apoiaram a coligação já desistiram. O projecto em que as pessoas votaram já não existe. Nem sequer o Presidente da Câmara é o Presidente que os funchalenses escolheram”, resumiu o deputado do PSD, frisando que a mudança na presidência não é um pormenor ou um detalhe. “Por muito que lhe custe, o Senhor não é, não foi, o Presidente eleito pelos funchalenses.”