“É uma enormidade a obra em curso no ramal de acesso à via rápida, de cobertura da estrada, por razões de segurança. Os problemas de segurança ganharam acuidade após os incêndios de agosto 2016 que varreram as encostas da ribeira de João Gomes, o coberto vegetal desapareceu e as quedas de pedras tornaram-se muito mais frequentes”, revelou Paulino Ascenção, o líder do BE, numa iniciativa partidária de hoje.
O responsável pelo BE Madeira aponta que “a solução deveria ser recuperar o coberto florestal, com espécies endógenas, perfeitamente adaptadas ao nosso relevo e clima, muito mais eficazes para suster os terrenos e prevenir deslizamento de pedras e aluviões e mais resistentes ao avanço dos fogos. Uma solução mais económica e que resolvia três problemas: o da segurança da circulação rodoviária, o da prevenção contra os fogos e contra os aluviões e a preservação da paisagem natural, tão só o maior atrativo para o turismo da Madeira”
Mas o que vemos, diz, “é ausência de qualquer intervenção no sentido da recuperação do coberto florestal nestas encostas e a opção pelo betão. Vemos as espécies invasoras a instalarem-se com pujança – eucaliptos e acácias – que são altamente combustíveis e potenciadoras da erosão dos solos, portanto, das ameaças à segurança da circulação automóvel naquela via”.
Paulino Ascenção acentua que “todos os pretextos são bons para o Governo Regional atirar betão na paisagem, mas esta solução não é a mais eficaz, tanto menos o é quanto maior o prazo e muito menos é a solução mais económica”.
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