
O coordenador dos Estados Gerais do PS-Madeira para a área da Saúde, o médico António Pedro Freitas, veio hoje a público reagir às declarações do secretário regional do setor, Pedro Ramos, que considerou “criminosa” a proposta socialista de acabar com as 22 mil cirurgias em espera.
Pedro Freitas considera que “esta afirmação, vinda do atual responsável pela Saúde na Madeira é inqualificável a todos os níveis e demonstra aquilo que o PS Madeira tem afirmado em relação ao caminho que este Governo Regional tem seguido. Uma completa insensibilidade para com as pessoas, os cidadãos desta terra, muitos deles esperando uma cirurgia há mais de 15 anos, numa total inversão das prioridades sem precedentes na nossa Região”.
Num comunicado hoje emitido, o médico refere que “criminoso é deixar os madeirenses e porto-santenses em média 1056 dias à espera de uma cirurgia. É existirem 22 mil atos cirúrgicos em lista de espera, 41 mil consultas em lista de espera, 50 mil exames em lista de espera. Criminoso é existir 36% da população madeirense sem médico de família, 50% se considerarmos apenas o Funchal. Criminoso é manter o Sistema Regional de Saúde em subfinanciamento à beira do colapso. Criminoso é incitar os profissionais de saúde uns contra os outros”.
Pedro Freitas diz aquilo que se assiste atualmente “é a total subjugação daquilo que deveriam ser as prioridades governativas àquilo que são medidas eleitoralistas, lançadas de forma avulsa, sempre em reação às críticas das outras forças políticas.
Este governo regional demonstra uma total desumanidade para com um problema que afeta de forma muito particular a vida e o bem-estar das pessoas. Julgamos que não deveria ser necessário relembrar o seu dever: garantir o acesso universal aos cuidados da Saúde. Este é um pilar fundamental de uma sociedade democrática, um propósito da Autonomia e uma exigência de todos os Madeirenses e Porto-Santenses.
O PS Madeira assume de forma clara que é fundamental mais investimento se queremos contrariar a degradação do nosso SRS, particularmente visível nesta última década. Esta nossa opção obriga a recentrar as prioridades que até agora têm condicionado a gestão do orçamento da Região. Estamos certos das opções que há a tomar, sendo de grande importância reajustar os investimentos da Região de forma estratégica e ponderada.
Esta opção é claramente distintiva do caminho seguido pelo Governo Regional que responde aos problemas da saúde como tem sido característica deste executivo. A toada de crítica leviana, gritaria e arrogância, menorizando constantemente quem apresenta ideias diferentes”.
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