CDS acusa PS e Cafôfo de estarem submissos a interesses particulares na Saúde

O presidente da Comissão Política Regional do CDS, Rui Barreto, comentou hoje o facto de o PS e o seu candidato a presidente do Governo Regional terem vindo “tentar “lavar a cara” e disfarçar o “disparate” que foi dizer que iam comprar um hospital privado por 75 milhões de euros para resolver o problema da lista de espera para cirurgias”. Para o centrista, o que o PS e o respectivo candidato  vieram confirmar “foi que continuam as negociatas na saúde”.

O CDS diz que depois de ter denunciado publicamente “a trapalhada e a negociata com a anunciada compra de um hospital privado por 75 milhões, o que fez o PS e o seu candidato? Tentam, atabalhoadamente, corrigir a mão e apresentam outra negociata, também no valor de 75 milhões, propondo um regime de exclusividade com os privados, e afastando o sector público da saúde da responsabilidade e da solução para resolver a lista de espera para cirurgias”.

Rui Barreto aponta que a RAM terá de investir 249 milhões na construção do novo Hospital Central da Madeira, uma necessidade que tem de avançar o quanto antes, não percebendo por isso a estratégia socialista e de Paulo Cafôfo. “O governo de António Costa comprometeu-se com 50% do custo do novo hospital, irá libertar apenas 94 milhões de euros, mas sobre esta quebra de compromisso nunca se ouviu de Paulo Cafôfo qualquer crítica, preferindo insistir nos 75 milhões de euros para negociatas na saúde, quando a solução para a lista de espera é clarinha para o CDS”.

Nota enviada à comunicação social refere que existem no Bloco Operatório do Hospital Dr. Nélio Mendonça 11 salas para cirurgias, mas apenas 50% são ocupadas. É portanto necessário contratar mais anestesistas, mais enfermeiros e cirurgiões de algumas especialidades, bem como aumentar de imediato em 25% a produção de cirurgias, representando mais 3.000 cirurgias por ano e prover, no espaço de uma legislatura, 15 milhões de euros para contratualizar outras 10.000 cirurgias, aproveitando a capacidade instalada existente no sector público, que tem sete salas, trazendo a lista para tempos máximos de espera clinicamente recomendáveis, de acordo com as boas práticas internacionais.

O CDS considera que o centro da política de saúde deve estar no sector público e ter o sector privado como complementar.

“Quanto mais contas e números lançam para a opinião pública, o PS e o seu candidato, deixam claro que têm da saúde apenas uma ligeira impressão, tal tem sido, nos últimos anos, a pobreza do debate socialista neste sector vital. Não têm soluções, não têm projecto não têm novas ideias. Limitam-se, na maior parte das vezes, a repetir as ideias do CDS lançadas há mais de uma década”, acusam os centristas, que por outro lado, apontam baterias aos sociais-democratas.

“O PSD prometeu resolver a lista de espera, mas o que fez foi agravá-la. Durante os quatro anos de governo de Miguel Albuquerque, a lista de espera passou de 15.300 para 21.000 pessoas. O PSD e o Governo não merecem por isso uma segunda oportunidade porque revelam-se incompetentes nesta matéria. O PS e o seu candidato não são de confiança. Estão submissos a interesses particulares”.


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