
O líder do CDS Madeira, Rui Barreto, não está satisfeito com o Governo Regional pela forma como este gere a Saúde e faz críticas contundentes, apontando, por exemplo, o facto de as listas de espera terem aumentado de 16 mil para 21 mil em quatro anos. Mas também não está satisfeito com o candidato socialista Paulo Cafôfo, considerando “ridícula” a ideia deste em pretender comprar um hospital.
Rui Barreto apresentou esta segunda-feira parte do plano para a saúde do programa de governo que o partido irá submeter à população para as eleições regionais de 22 de setembro e não poupou nas críticas ao PS e PSD. “O Sistema Regional de Saúde dá sinais de que não está bem, e este governo do PSD não foi capaz de resolver a lista de espera, pelo contrário, agravou-a e mostrou incapacidade para governar a área da saúde”, referiu, para recordar: “O número de madeirenses em lista e espera subiu, em quatro anos, de 16.000 para 21.000.”
Já a proposta do candidato do PS, Paulo Cafôfo, para combater a lista de espera, não merece credibilidade ao líder do CDS: “O PS não oferece confiança porque a única medida que anunciou é a compra de um hospital privado, o que considero uma medida ridícula porque não é com negócios imobiliários que resolve a lista de espera.”
Rui Barreto traça linhas do plano do seu partido para resolver o problema das listas de espera, em três eixos: o primeiro é moralizar e disciplinar o Serviço Regional de Saúde. O Hospital Dr. Nélio Mendonça é o único do país que não tem controlo biomédico. “Esta situação não pode continuar”, disse. Segundo eixo: uma gestão profissional das listas de espera. “O CDS, num futuro governo, assume que irá realizar uma auditoria clínica independente ao Serviço Regional de Saúde para perceber quais são as áreas que estão a falhar”, anunciou. Terceiro eixo: acabar com a promiscuidade entre o setor público e o setor privado.
“As soluções apresentadas pelo CDS são as necessárias para melhorar a gestão do serviço público de saúde”, explica o líder da oposição. “O eixo central do Serviço Regional de Saúde deve estar no hospital público e não nos hospitais privados. Mas consideramos que deve haver complementaridade entre o público e o privado porque as listas de espera aumentaram muitíssimo. Temos de aumentar em 25% a produtividade no Bloco Operatório público. Estamos a falar de mais 3.000 cirurgias/ano, mas para isso é preciso contratar mais anestesistas e enfermeiros. Paralelamente a isto, precisamos de comprar serviços no setor privado. É possível, com um investimento de 15 milhões de euros (o valor médio tabelado de cada cirurgia é de 1.300 euros), realizar mais 10.000 cirurgias nos hospitais privados que existem na Região. A conjugação destas duas medias permitiria trazer as listas para tempos de espera clinicamente aceitáveis, no espaço de uma legislatura (quatro anos).”
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