
O comendador madeirense Joe Berardo está a ser ouvido na comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos, na Assembleia da República. E desde logo pediu para que a audição não fosse transmitida no Canal Parlamento, pedido que o presidente da comissão negou. Em síntese, Berardo responde que o acordo era a Caixa vender as ações do BCP quando se registasse um prejuízo acima dos limites da exposição”. Não o fez e aí é que está o problema da negociação, refere.
“Eles dizem que eu só tenho uma garagem na Madeira, mas então se é assim, devolvam-me o que têm. Grato ficaria em só ter dado a garagem no Funchal”. Foi uma das declarações de Joe Berardo
“Sendo o senhor comendador um homem de negócios bem sucedido, com riqueza reconhecida, pode dizer quando é que a Fundação vai liquidar a dívida junto da Caixa Geral de Depósito, que já terá originado perdas de 150 milhões de euros?, pergunta direcionada para o comendador, através do PSD, obtendo como resposta que “vamos resolver a situação muito em breve. Eu gostava de informar que a responsabilidade depende da Caixa Geral. Tinhamos limites de exposição e que o Banco, quando chegasse a um prejuízo tal tinham que vender as ações. É isso que está em negociações”.
Berardo disse admitir que é um problema “muito grave, mas grave a nível nacional” e disse à comissão que estava disponível para vir outro dia para que os deputados pudessem analisar melhor os documentos. A comissão negou e a reunião continuou.




