Rafael Macedo denuncia que Unidade de Medicina Nuclear não funciona há mais de três semanas, SESARAM esclarece que “há uma nova modalidade de funcionamento”

hospital
O SESARAM explica que “os exames são agrupados para um determinado período, e são realizados de uma forma contínua”.

“A Unidade de Medicina Nuclear do SESARAM está fechada há mais de três semanas, não vêm fármacos. Sem médico”. A denúncia foi ontem avançada pelo médico Rafael Macedo, na sua página da rede social Facebook, em forma de alerta para um eventual caso a envolver aquela unidade do Serviço Regional de Saúde, onde foi até há pouco tempo responsável, entretanto suspenso.

O SESARAM diz que a situação relatada “não corresponde à verdade”, apontando que “a Unidade de Medicina Nuclear não está nem esteve inoperacional”.

Em nota enviada na sequência de uma solicitação do Funchal Notícias, questionando o SESARAM sobre esta denúncia, o Serviço Regional de Saúde esclarece que “tal como é de conhecimento público, está assegurado o funcionamento da Unidade de Medicina Nuclear do SESARAM ao abrigo de um protocolo existente entre o SESARAM e os Hospitais Universitários de Coimbra. Assim, com a deslocação dos médicos de Coimbra são realizados todos os exames requisitados. A Unidade de Medicina Nuclear do SESARAM tem uma nova modalidade de funcionamento, ou seja, os exames são agrupados para um determinado período, e são realizados de uma forma contínua, em tempo útil, assegurando os tempos máximos preconizados, sem qualquer prejuízo para a segurança e bem-estar dos utentes, mesmo que para isso seja alargado o horário de funcionamento”.

De facto, a Medicina Nuclear tem andado no centro da polémica à volta da Saúde na Região depois do seu responsável, o médico Rafael Macedo, ter trazido a público, através de declarações prestadas no âmbito de uma reportagem da TVI, a questão do relacionamento entre serviços, público e privado, designadamente através de uma eventual canalização de exames para o privado, no caso para a Quadrantes, do grupo Joaquim Chaves Saúde.

As consequências dessa reportagem são conhecidas publicamente, com o Governo a reagir às acusações e a indicar a criação de uma comissão de inquérito parlamentar ao funcionamento dessa mesma unidade, com audições do próprio médico e de outras figuras ligadas à Saúde, regional e nacional, com Rafael Macedo a reforçar as críticas e a ir mais longe acusando diretores de serviço de atitudes que privilegiam o privado e não o público. Agora, espera-se pela divulgação do relatório uma vez terminadas as audições, sendo que entretanto o médico foi suspenso de funções e tem em curso processos no âmbito da Ordem dos Médicos.

Rafael Macedo prepara a defesa, em várias frentes, e para isso contratou o conhecido advogado Garcia Pereira, bem como solicitou o apoio financeiro para constituir essa mesma defesa, utilizando a sua página da rede social para expor situações que, em sua opinião, reforçam as críticas que fez no âmbito da reportagem e, mais tarde, em sede de audição parlamentar.

 


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.