O Porto do Funchal registou um crescimento no primeiro trimestre deste ano, por comparação com igual período de 2018. E cresceu em todas as variantes, designadamente 3,4% em escalas e 14,3% em passageiros. O movimento passou de 183 429 passageiros para os 209 641 e as 89 escalas subiram para 92.
Nos números da APRAM, verificaram-se subidas, também, no número de pessoas que embarcaram ou desembarcaram no Porto do Funchal, que passou de 389 embarques nos primeiros três meses de 2018 para 737 neste último trimestre e de 377 para 502 desembarques. Nos primeiros meses deste ano, já visitaram a Madeira 209 641 passageiros e 74 251 tripulantes.
Analisando por meses e comparando com o mês homologo de 2018, março foi o que teve mais escalas, 34, mais 3,03%, e mais passageiros, 77 025 que se traduziu num aumento percentual de 17,31%. Em termos de crescimento, face ao mesmo período do ano anterior, em fevereiro houve 26 escalas, mais 8,33, e 63 337 passageiros, mais 17,32%.
Numa avaliação relativamente a todo o ano de 2018, verifica-se que o número de escalas dos navios de cruzeiro que estiveram nos Portos do Funchal e do Porto Santo, no ano passado, foi exatamente o mesmo do ano anterior: 293, sendo que ao nível dos passageiros, A Região recebeu em 2018, 541 467 passageiros, mais 879 pessoas que em 2017 que se ficou pelos 540 588 passageiros.
Numa observação por porto, constata-se que o Funchal teve “menos seis escalas e menos 1341 passageiros. O Porto Santo cresceu, teve precisamente mais 6 escalas e mais 2220 passageiros que em 2017”.
No site da APRAM, apresidente do Conselho de Administração deste organismo, Lígia Correia considera que em termos globais, “conseguimos estabilizar os nossos resultados neste sector, apesar de algumas oscilações, relacionadas com fenómenos pontuais geopolíticos que afetam a região mediterrânica e que são também visíveis no turismo tradicional.”
Acrescenta que “mantivemos a tendência natural de crescimento no número de passageiros, o que se explica pelo facto dos navios serem maiores e com mais capacidade de alojamento. A nossa média por navio tem vindo a crescer. Em 2016 era de 1796, em 2017 subiu para 1866 e no ano que passou, situou-se nos 1900.”
Ligia Correia lembra que as reservas são feitas com “muita antecedência e é com base nelas que projetamos os resultados para cada ano. Há sempre alterações.”
Assim, no ano passado “tivemos 14 cancelamentos, devido ao mau tempo no nosso porto ou em rota. Houve outras 20 escalas canceladas, devido a alterações no itinerário e mais 6, por atraso na entrega do navio por parte do estaleiro ou por avaria ou por reforma. No entanto, tivemos também 17 escalas adicionais ou alteradas na data.”
A rota Madeira-Canárias-Cabo Verde representa mais de 2 milhões e 700 mil passageiros, segundo dados de 2017. Lígia Correia afirma que a nossa região “posiciona-se como destino âncora, pois num cruzeiro importa o itinerário, no seu todo, mas há sempre destinos que são mais atrativos e que podem ser decisivos na escolha de um percurso.”
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