O secretário-geral do PSD-Madeira lança hoje várias questões na sua página pessoal do Facebook, na sequência do ultimato dado ontem pelo primeiro-ministro, relativamente à proposta que garante a contagem do tempo integral de serviço congelado aos professores. António Costa anunciou que se demite se essa mesma proposta, já aprovada na especialidade por PSD, CDS, BE e PCP, passar em votação final global, provavelmente a 15 de maio. Como os partidos que agora deram “luz verde” já afirmaram que mantêm o sentido de voto, Costa sai mesmo.
E é aqui que José Prada questiona em várias vertentes: “Se o motivo da demissão é a aprovação da contabilização integral do tempo de serviço dos professores e se essa medida for mesmo aprovada, António Costa depois candidata-se, a novo mandato, como? É que se a lei com a qual não concorda agora se mantém, vai concordar depois? O que muda num par de meses?! Será que a sua estratégia de vitimização precisava de uma desculpa esfarrapada para ganhar força?! Ou afinal precisava de um álibi qualquer para fazer esquecer o desastre da sua governação?! Será que o PS pensa que as pessoas andam assim tão distraídas?”
Prada considera que “além da encenação política que tudo isto representa, é por demais evidente que não foi por causa dos professores que ele ameaçou demitir-se. Ou se irá demitir. Fê-lo pelo desgaste do seu governo, porque sabe que tem falhado nas suas promessas e, também, porque, ao contrário do que as sondagens apontam, o cenário atual não lhe era assim tão favorável. Mas então, seja coerente, coisa que nem sempre sabe ser! Se se demitir por causa desta medida, não tem condições para recandidatar-se depois, se ela se mantiver em vigor. Ou estarei enganado?”
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