Diretora clínica defende “regular a procura, melhorar a oferta” como “receita” para as listas de espera

A diretora clínica do SESARAM, Regina Rodrigues, está a ser ouvida hoje, no Parlamento Regional, no âmbito da comissão eventual de inquérito às listas de espera do Serviço de Saúde da Região, considerando que “os utentes estão cada vez melhor informados e os médicos cada vez melhor preparados para os desafios, resultando daí um maior número de inscrições nas listas de espera, para o que não temos restrições”.

Aquela responsável esclarece que “se os números apenas nos traduzem a procura dos nossos utentes, em consultas, exames e cirurgias, os tempos traduzem a capacidade de resposta . A oferta, pela condição insular em que vivemos e pelos meios que temos, é muito dificil acompanhar a procura. Como vamos fazer face a este binómio? Regular a procura é difícil. Precisamos de apoio das Ordens, dos ministérios, dos políricos, para regular com critérios. Regular a procura e melhorar a oferta. Temos assistido a melhorias nos centros de saúde, no Hospital Dr. Nélio Mendonça, tivemos obras, com a construção de novas áreas para exames”.

Regina Rodrigues abordou, ainda, uma ferramente utilizada em 2018 e que permitiu resolver algumas situações. “A produção adicional foi aplicada em setembro de 2018, primeiro no serviço de anestesia, sendo que o objetivo é abranger outras especialidades, gradualmente, para fazer face às listas de espera. Temos ainda o programa especial de cirurgias, desde 2015, e temos o programa especial de acesso a cuidados de saúde e que em 2017 e 2018 conseguimos realizar dentro do SESARAM e com os profissionais do SESARAM. Estamos a criar critérios de gestão adequada para as listas de espera, criando também grupos de trabalho que farão levantamentos para melhorar as situações”.

 


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