Confiança em Miguel Albuquerque e Cláudia Aguiar e falta de solidariedade da República dominam Conselho Regional do PSD-M

O Conselho Regional do PSD, reunido esta manhã em Santa Cruz, enalteceu medidas do Governo Regional e acusou a República de fomentar uma “política separatista e de falta de solidariedade em relação à Madeira”, com a cumplicidade dos emissários locais. E deixou, preto no branco, duas declarações de confiança, ao presidente do partido Miguel Albuquerque e à candidata às eleições europeias, Cláudia Monteiro de Aguiar.

Um momento marcante foi o de salientar o “profundo pesar face ao grave acidente ocorrido com o autocarro de turismo”, que ocorreu no passado dia 17 de abril, no Caniço, que mereceu um minuto de silêncio por parte de todos os presentes, logo no início do arranque dos trabalhos. Neste aspecto, o Partido louvou “a excelente articulação e coordenação entre todas as entidades regionais e locais, a competência e a eficácia de todos os meios envolvidos na operação de socorro e resgate das vítimas, assim como o tratamento e o apoio às mesmas.”

A confiança em Cláudia Monteiro de Aguiar aponta “a competência da eurodeputada no primeiro mandato em Bruxelas”, onde o PSD não tem dúvidas: “Cláudia Monteiro de Aguiar é quem reúne as melhores condições para representar a Madeira no Parlamento Europeu (…) e para defender e garantir o melhor para a Região”, afirmou Paulo Fontes, membro da Mesa do Conselho, ao apresentar as conclusões do Conselho Regional do Partido que decorreu este sábado em Santa Cruz, no Hotel Vila Galé.

Em relação a Miguel Albuquerque, o porta-voz enalteceu a estratégia que o Governo Regional tem desenvolvido na melhoria das condições de vida dos madeirenses, exemplificando com o crescimento económico, a descida da taxa de desemprego, a redução dos preços dos passes sociais, a diminuição da carga fiscal, a implementação do Kit Bebé ou a redução do valor das creches.

Outras conquistas do Governo de Albuquerque foram elogiadas como a recuperação o tempo de serviço integral dos professores, o novo passo dados no acordo de descongelamento das carreiras dos enfermeiros, e a contratação de novos profissionais.

Notando os esforços do Governo Regional para assegurar um modelo de pagamento das viagens aéreas para todos os madeirenses, semelhante ao dos estudantes, para que os residentes passem a pagar apenas 86 Euros nas deslocações entre a Região e o Continente, o Conselho Regional lançou duras críticas à TAP, repudiando os preços abusivos praticados por parte desta companhia aérea.

Sabendo que cabe ao Governo da República rever o modelo do subsídio de mobilidade, Paulo Fontes lembrou que a proposta para a revisão da mobilidade foi deixada numa gaveta do Parlamento nacional.

“Teve de ser o Governo Regional a substituir-se ao Estado nas suas competências”, notou, exemplificando com as viagens aéreas, o ferry (que continua a aguardar pelo apoio do Governo Central), o avião cargueiro (que opera sem qualquer financiamento do Governo da República, ao contrário do que sucedeu nos Açores) e o passe Sub23 (que continua a ser assegurado, integralmente, pela Região).


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