“Sheila”, do realizador Gonçalo Loureiro, é o vencedor da 4º edição do “MachiCurtas” na categoria de Melhor Ficção”. Os outros vencedores são: Melhor Documentário – “O Último Moleiro do Rio Ocresa”, de Carlos Matos e Paulo Vinhas Moreira; Melhor Experimental – “Até ao Infinito”, de João Brás; e Menção honrosa para “Lines Apart”, de Claudia Nadine.
O evento foi promovido pela Câmara Municipal de Machico e Grupo de Teatro de Machico, e contou com um “público predominantemente jovem”, refere uma nota de imprensa.
O júri foi constituído por Angelino Câmara, Henrique Teixeira e Nicolau Gomes.
O filme “Sheila” tem por base uma cultura urbana, com jovens raparigas de “aparência sexy”, e pretende ser “uma espécie de testemunho geracional de uma juventude egocêntrica e fútil, que sobrevive apenas de e nas aparências, numa sociedade cada vez mais consumista e descartável.” Neste contexto, em “Sheila”, por exemplo, não faltam as “selfies”, através das quais uma adolescente chamada Priscila tenta “seduzir” alguém através do seu computador pessoal, em busca de “um momento de momentânea e ilusória felicidade”. No essencial, trata-se de “um filme que aborda as dores do crescimento, concretamente a transição da adolescência para a idade adulta”, com “ambiências sonoras e visuais muito singulares”.
O realizador e argumentista Gonçalo Loureiro é natural em Viseu (1992), e fez a sua formação académica no Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, com mestrado em Cinema e Audiovisual. Estreou-se em 2015 com o filme “Marasmo” (2015);
seguiu-se “Sheila” (2018); e atualmente trabalha em “Auto-exorcismo deste Millennial” (2019), “um biográfico filme-catarse que explora o traumático desamor que assolou o seu quarto de século.
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