CDS cria núcleo de proximidade às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo

Fotos CDS.

O CDS vai avançar, internamente, com a criação de um núcleo de proximidade às comunidades portuguesas no estrangeiro, anunciou Assunção Cristas no encerramento da conferência “Ouvir Portugal – Portugal no Mundo”.

Depois do que ouviu ontem dos oradores na conferência que decorreu no Funchal, a líder nacional garantiu que o seu partido quer dar “visibilidade e expressão” aos emigrantes para construir “um Portugal maior e mais forte”, com a “imprescindível colaboração, talento, saber e vontade dos portugueses espalhados pelo mundo”.

Assunção Cristas considerou que a escolha da Madeira para debater “Portugal no Mundo” foi acertada pelo facto de a Região Autónoma representar “uma boa parte da diáspora portuguesa”, congratulou-se com a qualidade do painel e agradeceu “os ensinamentos e ideias que aqui bebemos”.

Aproveitou a actualidade para dizer que espera do Governo nacional “um plano pensado e generoso” para acolher os emigrantes que regressam da Venezuela, pessoas “de pleno direito e que nos enriquecem”. Lembrou que o CDS apresentou uma proposta para a criação de uma via-verde para acelerar o processo de reconhecimento das habilitações, para que essas pessoas possam ver reconhecidas as suas competência e poderem trabalhar.

Mostrou a sua satisfação por saber que a partir da Madeira há empresas teconológicas que se afirmam no mundo, referindo-se ao CEO da Antúrio, e não deixou escapar uma farpa a António Costa.

Assunção Cristas pegou no Brexit para dizer que o governo holandês está a convidar empresas que estão de saída de Londres a se estabelecerem na Holanda e perguntou sobre esta matéria o que é que tem feito o governo português. “Nada”, respondeu de pronto, para dizer que o governo PS está tolhido pelo BE e PCP.

Declarações de Rui Barreto

A Madeira precisa da diáspora para se afirmar no mundo e não poderá dar-se ao luxo de desperdiçar os “muitos, bons e competentes madeirenses espalhados pelo mundo”, declarou Rui Barreto, na abertura da conferência que se realizou no Centro de Estudos de História do Atlântico e que contou com um painel de oradores com ideias e experiências, sendo de registar um traço comum a todos os intervenientes: Portugal, a Madeira, seriam mais desenvolvidos se, no plano político e colectivo, contasse com a competência, a experiência e o sabor dos emigrantes.

“Devemos olhar para a História, perceber que a Madeira foi uma rota de comércio internacional, temos o nosso vinho, o potencial turístico, gente na arquitectura, no design, na investigação, na economia do mar que nos podem ajudar a projectar a Madeira, ligar-nos à diáspora”, sintetizou o líder regional do CDS, Rui Barreto, acrescentando: “Precisamos de elevar a alma madeirense e não tenho dúvidas de que poderíamos construir uma Madeira seguramente melhor”, disse.

Rui Barreto deu exemplos de países onde as comunidades emigrantes tem um grande peso. “A força de Israel está na diáspora, quem levantou a Irlanda foram os emigrantes irlandeses”, exemplificou, para sublinhar: “Temos tantos, bons e competentes madeirenses espalhados pelo mundo que precisam de estar conectados em rede connosco”, sugeriu, para adiantar.

“A Madeira precisa de ter uma estratégia de futuro e é isso que estamos a desenhar com o nosso trabalho, perguntando o que somos, o que queremos e com quem queremos fazer. Conhecendo os nossos melhores podemos, em conjunto, transformar a Madeira numa enorme oportunidade”, declarou.


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