
Faltam 3 a 4 médicos, as urgências só funcionam até às 23 horas. São estas duas das notas deixadas pelo Juntos Pelo Povo, hoje, no âmbito de uma visita ao Centro de Saúde da Ribeira Brava, onde considera que o mesmo “deveria estar dotado de mais recursos humanos e materiais. Para benefício da população, pede “uma maior aposta maior por parte do Governo Regional”.
“Constatamos a necessidade de contratar mais 3 ou 4 médicos, para que se possa prestar um serviço ainda melhor, atendendo a que os médicos estão a trabalhar acima dos seus limites”, sublinhou o deputado Paulo Alves, referindo-se também “à falta de assistentes administrativos, um assunto para o qual o JPP já havia alertado o Governo Regional, atendendo à necessidade de reforçar esta área, porque estes profissionais estão a trabalhar para além dos limites das suas capacidades”.
Os deputados do Juntos pelo Povo constataram ainda a falta de recursos materiais, como equipamentos de diagnóstico. “Por exemplo, esta zona oeste não tem um equipamento de raio x, nem São Vicente, nem Ribeira Brava, nem Calheta e todas as situações têm de ser reencaminhadas para o hospital”, alertou.
O facto de as urgências funcionarem até às 23 horas, obrigando a uma deslocação ao hospital no Funchal, após esse horário, também gera alguma preocupação e tem gerado algumas queixas por parte dos residentes:
– No ano passado cerca de 26 mil utentes recorreram a este centro de saúde, para os serviços entre as 8 e as 23 horas. Se estivesse aberto durante a noite, este número seria maior e as pessoas não teriam de recorrer tanto ao Funchal, até porque neste momento o centro de saúde da Calheta foi deslocado para os Prazeres.
A vinda de lusodescendentes para a Região, muitos para a zona da Ribeira Brava, fez aumentar para cerca de 3 mil o número de utentes que recorrem a uma consulta de recurso. “Vem demonstrar a necessidade de ter mais médicos, para dar uma melhor resposta aos utentes deste centro de saúde”.
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