JPP aponta Sociedades de Desenvolvimento como exemplos de má gestão de dinheiros públicos

O Juntos Pelo Povo promoveu um debate sobre combate à corrupção.
“As Sociedades de Desenvolvimento têm perdas de mais de mil milhões de euros”, disse Élvio Sousa

O Juntos Pelo Povo organizou um encontro no âmbito da iniciativa “Combater a Corrupção”. Com Paulo Morais e Marcolino Pereira. O objetivo é a elaboração do programa eleitoral para as legislativas nacionais e recolher, destas iniciativas, “importantes contributos das várias forças vivas da sociedade civil”, como referiu Élvio Sousa

Paulo Morais tem vindo a ser uma voz contra a corrupção, tem um MBA em Comércio Internacional e é doutorado em Engenharia e Gestão Industrial pela Universidade do Porto. Foi dirigente associativo estudantil e iniciou a sua actividade profissional no Ensino Superior. Passou ainda pelo sector empresarial e foi vice presidente da Câmara do Porto, de 2002 a 2005. É social democrata. Marcolino Pereira é advogado.

O secretário-geral do JPP diz que “ainda é muito prematuro, do nosso ponto de vista, destacar exemplos concretos, mas gostaríamos de salientar a questão das Sociedades de Desenvolvimento que têm sido exemplos de má gestão de dinheiros públicos e que são tendencialmente gastadores do dinheiro dos contribuintes sem qualquer responsabilidade. Estas Sociedades de Desenvolvimento têm perdas de mais de mil milhões de euros sendo regularmente injetadas financeiramente pelo Governo Regional desde 2000, é um exemplo muito particular da má gestão do dinheiro público.”

Élvio Sousa realçou que “enquanto os parlamentos estiverem vedados à cidadania participativa, continuaremos a ter cidadãos a denunciar fenómenos de corrupção, mas teremos os parlamentos, onde existem o acumular funções profissionais com a de deputados, num clima de promiscuidade e onde os grupos de cidadãos não podem ter participação.”

“As mudanças que tardam em chegar poderão ser o rastilho para a ascensão de movimentos populistas, alertou Élvio Sousa. Uma assembleia de freguesia, uma assembleia municipal, que permite a participação dos cidadãos, é mais transparente e democrática que os órgãos de soberania que estão vedados aos mesmos.”


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