“Quadrantes” faturou 94 mil euros em 2018 para 290 exames de Medicina Nuclear, custo fixo do equipamento é de 64 mil euros/ano

 

O grupo Joaquim Chaves Saúde, que detém a “Quadrantes”, faturou, em 2018 na Região, 94.297 euros “correspondentes a 290 exames de Medicina Nuclear realizados na Unidade da Joaquim Chaves Saúde”. Este número é avançado através de um esclarecimento sobre as dúvidas lançadas publicamente sobre o funcionamento da Unidade de Medicina Nuclear do Hospital Dr. Nélio Mendonça e o recurso a privados para a feitura de exames quando a unidade hospitalar, segundo o próprio diretor, está a funcionar a menos de metade da sua capacidade.

O grupo privado esclarece ainda que “apenas a manutenção anual do equipamento tem um custo fixo de cerca de 64 mil euros, ao que acrescem custos de radiofármacos, pessoal técnico e outros recursos
humanos, custos de instalações, entre outros. Não há portanto “o lucro de milhões” que a
reportagem tenta por todos os meios dar a entender”.

Lembra a mesma nota que “a Unidade de Medicina Nuclear da Quadrantes na RAM abriu portas em 2009, na sequência de um pedido expresso do Governo Regional da altura, sob alçada da direcção clínica do Dr.
Miguel Ferreira” (também convidado no programa da TVI que desencadeou esta polémica), que considerou “ser uma mais-valia para os utentes da RAM que até à data tinham que se deslocar ao Continente para a realização de exames de Medicina Nuclear”.

O esclarecimento refere que “não constando das obrigações do concurso internacional para a prestação de serviços de Radioterapia, a Joaquim Chaves Saúde acedeu no entanto ao desafio proposto pelo Governo
Regional de complementar a Unidade com a valência de Medicina Nuclear, com o estrito propósito de beneficiar os utentes da RAM. A abertura da valência da Medicina Nuclear na Unidade de Santa Rita significou para a Joaquim Chaves Saúde um investimento de cerca de 1 milhão de euros…Em 2013, numa altura em que a Unidade de Medicina Nuclear da Quadrantes estava ainda a cerca de 10% da sua capacidade instalada total em termos de potencial de número de exames e doentes atendidos, é decidido – sob alçada da presidência do SESARAM do Dr. Miguel Ferreira – realizar-se investimento do hospital na sua própria unidade de Medicina Nuclear, sem que tenha ficado clara a necessidade de redundar a valência na Região.
O grupo recorda que entrou, fisicamente na Região, em 2009, sublinhando que “A Joaquim Chaves Saúde foi a única entidade a responder a um exigente caderno de encargos no âmbito de um Concurso Público Internacional para a concepção, construção e exploração de uma Unidade de Radioterapia na Região Autónoma e a reunir as condições necessários para o efeito…Para isso fizemos um investimento avultado, e contínuo superior a 11 Milhões de Euros e formámos uma equipa, de raiz, constituída por profissionais altamente competentes e dedicados (madeirenses e continentais) que diariamente lidam com doentes em situações dramáticas. Desde o início da actividade até ao momento tratámos 4.317doentes oncológicos
e realizámos 4.769 exames de Medicina Nuclear. Inúmeras vidas salvas, sem terem que se
deslocar do seu meio familiar”.


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