O PTP veio hoje criticar o modo como a saúde é gerida na RAM, considerando que a mesma, como está, é um saco sem fundo para os contribuintes. A deputada trabalhista Raquel Coelho referiu hoje que “estamos confrontados não só com falta de investimento, mas também com gestão danosa no Serviço Regional de Saúde”, recordando a recentemente polémica que envolveu a Unidade de Medicina Nuclear do SESARAM, tema de uma reportagem transmitida na TVI, onde foi relatado que estão a ser encaminhados pacientes para realizar exames de medicina nuclear numa clínica privada, enquanto a unidade do Hospital Dr. Mendonça está parada.
“Já há muito tempo que alguns partidos da oposição, vinham questionando o Governo Regional sobre a Unidade de Medicina Nuclear, mas a verdade é que ninguém ligou nenhuma, só após a reportagem da TVI, é que a Secretaria da Saúde tomou uma posição pública”, acusou.
Para Raquel Coelho, a promiscuidade entre o sector público e o sector privado “é o pão nosso de cada dia na Região”, sublinhando que as denúncias feitas não fazem “eco na imprensa regional e nacional, nem tão pouco são alvo de investigação por parte do Ministério Público”.
Segundo o PTP, as denúncias de corrupção na Madeira:”só tem consequências para aqueles que as denunciam”. A este respeito, Raquel Coelho lembrou o caso do processo “Cuba Livre”, relativo à alegada ocultação da dívida do arquipélago, em que a “culpa morreu solteira”.
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