Professores da Madeira prometem “muita luta” e contagem do tempo foi só o “ponto de partida”

Luta dos professores vai continuar na Madeira, refere o SPM, que amanhã, sexta-feira, promove um referendo.

“Chegou o momento de voltarmos à luta ativa”. É assim que o Sindicato dos Professores da Madeira apresenta os novos desafios aos seus associados, numa exposição no site do SPM. Com promessa de muita luta pela frente. O objetivo dessa luta aponta para “processo de revalorização e dignificação da profissão docente”. Para quem está de fora, não pode deixar de constatar alguma surpresa em função das conquistas que os docentes da Região alcançaram, nos últimos tempos, designadamente na contagem do tempo integral de serviço, que se encontrava congelado, luta que os professores ainda mantêm no todo nacional.

O próprio sindicato refere que “ao contrário do que alguns pensavam, a aprovação de legislação que salvaguarda a recuperação integral do tempo de serviço dos períodos de congelamento não constituiu um ponto de chegada, mas de partida. Com a vitória dos docentes nesse processo, ficou claro que vale a pena nos unirmos na luta por grandes causas”.

O primeiro grande momento desta, em 2019, é já amanhã, na Avenida Arriaga, junto à secretaria regional da Educação. Entre as 10 e as 16 horas, há um referendo sobre políticas e medidas educativas na Região, iniciativa a que se junta uma abordagem sobre atividades sindicais. Pelas 16 horas, terão lugar as intervenções de caráter sindical, seguindo-se uma conferência de imprensa meia hora mais tarde.

A nota do SPM, publicada a 8 de fevereiro, aponta um inquérito de auscultação que contou com as respostas de cerca de 500 sócios do SPM, deixando bem claro bem “a grande maioria considera ser importante continuarmos a luta pela aprovação de medidas que, entre tantas outras, combatam o envelhecimento e o desgaste docente; reparem as perdas dos períodos transitórios dos colegas que vincularam antes de 2011; permitam a vinculação ao fim de três contratos sucessivos e completos; levem à realização dos concursos de colocação antes das férias dos docentes”.
O Sindicato reforça que é importante “voltar a mostrar publicamente aos nossos governantes que os docentes exigem respostas concretas às suas reivindicações e não se contentam com o silêncio com que têm reagido às tomadas de posição públicas do SPM, nomeadamente as dos dias 5 de dezembro e 10 de janeiro, sobre
o processo de avaliação, existência de vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões e percentis na atribuição das menções qualitativas de Muito Bom e Excelente, suspensão das bonificações previstas no ECD-RAM”.