André Escórcio não foi afastado, afastou-se no PS, esclarece o secretário-geral João Pedro Vieira

João Pedro Vieira: “André Escórcio é socialista e, com ou sem militância activa, continuará a sê-lo, merecendo de todos os socialistas o respeito que o seu histórico contributo”.

 

André Escórcio não foi afastado do PS-M, afastou-se do PS-M, remetendo uma carta ao PS Madeira, acompanhada do respectivo cartão de militante, em que solicitava, logo no assunto, a “anulação da inscrição como militante”. A carta e o cartão foram remetidos, sem mais observações, à estrutura nacional do PS, responsável pela gestão da militância, respeitando a vontade manifestada por André Escórcio.

Foi desta forma que o secretário geral socialista madeirense João Pedro Vieira, explica esat polémica que envolve a saída de André Escórcio do PS, em consequência de um contexto em que criticava a posição da atual direção socialista na Região de não assumir uma atitude face à divulgação de um vídeo de cariz sexual que envolvia o atual vice presidente.

Na sua página do Facebook, João Pedro Vieira esclarece que “André Escorcio não foi afastado do PS – e, pelo menos desde o dia 4 de Fevereiro de 2018, nenhum outro militante. Por mais coisas que outros, que felizmente não é o caso, digam, escrevam e façam; por mais ofensas que alguns dirijam ao PS, aos seus órgãos e dirigentes nacionais e regionais, aos seus militantes, simpatizantes e eleitos, do encerramento do Congresso até hoje, nem um.”

Diz o secretário geral que, nessa qualidade e investido no cargo que ocupa na estrutura regional do PS, “sobre a situação que despoletou essa sua intenção, ou sobre a consequência da intenção manifestada, compete-me apenas, na qualidade de Secretário-Geral do PS-Madeira e de responsável pela ligação aos nossos militantes, reafirmar o óbvio: André Escórcio é socialista e, com ou sem militância activa, continuará a sê-lo, merecendo de todos os socialistas o respeito que o seu histórico contributo a todos exige, mesmo na divergência de opinião ocasional”.

Diz mais: “Pessoalmente, une-nos muito mais do que a ocasião, a militância, ou a política. Há uma forma de viver, de estar e de encarar a vida, sobretudo a pública, que, da mesma forma que nos leva a tomar certas atitudes, de participação e envolvimento cívico, nos impede de tomar muitas outras. Aprendi-as nos bancos de escola, precisamente com André Escórcio: o Professor primeiro, o Amigo depois e a Referência por fim. Mesmo quando e onde os nossos caminhos e as nossas opções não se cruzaram. Por isso, a si, deixo o meu abraço, o meu respeito e o meu lamento: por se ter afastado e por uma notícia que não tinha de sê-lo – nem da maneira que foi, nem de outra qualquer. Cá estarei, como sempre, à sua espera: do lado certo da História da política regional – o do PS e dos socialistas”.