Empresas marítimo-turísticas indignadas com “concorrência desleal” de embarcações dos navios de cruzeiros para passeios na costa

Barcos concorrencia

Barcos concorencia
As empresas queixam-se de concorrência desleal. Fotos Facebook Pedro Mendes Gomes

As empresas marítimo-turísticas que operam na Região estão indignadas com aquilo que consideram ser “concorrência desleal” de alguns navios de cruzeiro, que trazem semirrígidos para passeios turísticos dos passageiros. A voz desse descontentamento foi expressa por Pedro Mendes Gomes, proprietário da empresa Rota dos Cetáceos, uma voz que, neste particular, extensiva à posição de todos aqueles que diariamente cumprem com os requisitos legais para o exercício da atividade e foram confrontados com situações pouco habituais mas que temem poder vir a tornar-se hábito no futuro.

Migue, Mendes Gomes refere-se ao episódio que hoje ocorreu com o navio da Fred Olsen, com embarcações semi rígidas que se destinam, segundo o empresário “a fazerem excursões com turistas”, manifestando-se surpreendido, ainda mais, pelo facto de as entidades que fiscalizam a atividade ainda não terem atuado. “Para nós, empresas, o inverno é uma época sazonal e tentamos sobreviver com os poucos turistas que cá nos visitam, aguentamos os funcionários durante todo o ano e temos, também, que pagar os impostos na Região mensalmente. Muito bem, continuem a contribuir com as empresas da Madeira que estão a fazer muito bem. Onde está o Alvará? Onde está a licença MT? Fizeram as vistorias? Onde está o registo?”, questiona Pedro Mendes Gomes.

Ao Funchal Notícias, revelou que “estes barcos semirrígidos estão, de maneira ilegal, mas com autorização, a promover passeios à costa da Madeira, com os clientes dos cruzeiros . Nunca tinha acontecido tal coisa e hoje aconteceu, todas as empresas que operam aqui todo o ano estão verdadeiramente surpreendidas”


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