
O Mais Porto Santo vai pedir ao Presidente da República para que se “digne a passar uns dias no Porto Santo durante este mês de Janeiro, para que possa comprovar o isolamento a que a Ilha está subjugada nesta difícil fase do ano, por força da interrupção da ligação marítima”.
Este anúncio foi feito, hoje, pelo Movimento, num comunicado enviado às redações, onde também afirma que “quando das comemorações dos 600 anos do descobrimento do Porto Santo, o nosso Presidente da República admitiu regressar em Janeiro, para compreender melhor os problemas dos porto-santenses. Por tudo aquilo que se está a passar, pela falta de estratégia e de visão de futuro, acreditamos que a presença do Dr.º Marcelo Rebelo de Sousa poderá ser fundamental para que o Porto Santo deixe de ser desenvolvido de forma miserabilista”, lamenta o vereador José António Castro, considerando que esta situação tem de ser resolvida definitivamente.
“Já o dissemos várias vezes que não temos nada contra o operador que detém a concessão da linha ferry, mas é todos os anos a mesma coisa, sem um navio de substituição, que permita salvaguardar a economia e o turismo do Porto Santo, através da mobilidade de passageiros. Esta situação, mesmo que com operações de cosmética para minimizar os sérios problemas, tem consequências graves para a nossa economia, para nós, porto-santenses, que vivemos um mês de Janeiro (e alguns dias de Fevereiro) isolados do Mundo. E não é com protestos na altura em que acontece a paragem do navio Lobo Marinho, nem mostrando desagrado pelo isolamento em cima do momento, como fez agora e lamentavelmente o Partido Socialista, que se resolvem os problemas. Também não é com medidas avulso, em cima do joelho, como o PSD-Madeira procurou fazer que se soluciona um problema eterno”, defende o líder do movimento de cidadãos independentes.
José António Castro insiste que “há solução para este eterno problema mas está dependente da vontade política de quem governa os destinos da Região e do País. “alvo casos excepcionais, mormente provocados pelo mau tempo, o serviço público tem de ser salvaguardado em qualquer circunstância e as ligações marítimas têm de se realizar durante todo o ano, porque é de vital importância para a economia do Porto Santo e esbate o isolamento. Os nossos governos têm de assumir essa responsabilidade e avançar com decisões definitivas, porque o Porto Santo é também território da Região Autónoma da Madeira. Viver numa ilha tem limitações e custos acrescidos, desde logo no exercício do direito à mobilidade. E quem vive na Madeira sabe o preço da insularidade, paga e sentida a dobrar no Porto Santo. Só se pode entrar ou sair por mar ou pelo ar e quando nos retiram uma dessas alternativas torna-se uma ofensa à dignidade humana. Por isso, tudo iremos fazer para que o Presidente da República nos faça uma visita, urgente, para que confirme presencialmente as privações que todos passamos, ano após ano”, frisa o líder do Mais Porto Santo.
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