Porto do Funchal prepara-se para noite memorável de 31 de dezembro de 2018 e aponta 2019 como um ano de grandes investimentos

Porto do Funchal A
O porto do Funchal regista “enchente” para a grande noite de amanhã, 31 de dezembro de 2018.

Balmoral, Queen Victoria, Columbus, Marella Dream, Marco Polo, AIDAStella, AIDAnova, Zenith, Mein Schiff, são alguns dos navios de cruzeiro que estarão a 31 de dezembro no Porto do Funchal, onde aguardam o espetáculo de fogo de artifício, internacionalmente conhecido, que marca a noite de passagem de ano na Madeira e que atrai milhares de pessoas para o centro da cidade. É a tão esperada festa de transição do ano de 2018 para 2019.

É precisamente com um olhar para 2019 que a presidente do Conselho de Administração da APRAM, Lígia Correia, aponta grandes esperanças e projetos, com um conjunto de investimentos que modernizam e valorizam uma das “portas de entrada” na Região, através de um importante nicho de mercado turístico, como é o turismo de cruzeiro.

Lígia Correia, na mensagem publicada no site oficial dos Portos, diz que “2019 vai ser para nós um ano de muitas concretizações, depois de toda a preparação feita no ano que está a findar! Teremos no terreno várias obras marítimas e portuárias, essenciais para o desenvolvimento do nosso sector e logicamente, para a economia da Madeira”.

Lembra que “o Governo Regional, em contratos programa celebrados com a APRAM, fez uma aposta de mais de 17 milhões nos Portos da Madeira, onde se incluem os estudos para a grande intervenção no Porto do Funchal, fundamental para a dinâmica do mercado de cruzeiros que temos vindo a consolidar. Em 2018 houve cooperação, partilha de conhecimento, apoio e conjugação de vontades entre os vários parceiros, o que permitiu à APRAM e à sua equipa a concretização de objetivos. Muito obrigada a todos os que estiveram connosco, esperando que neste ano, continuemos a estar em sintonia, em prol da nossa Região”, terminando com um agradecimento à equipa que chefia.

A a maior obra do conjunto de investimentos previstos para 2019, será certamente a já anunciada intervenção no Porto do Funchal que custará cerca de 5 milhões de euros. Numa nota do site da APRAM, aponta-se que “a estratégia é que até ao fim do mandato haja uma grande reabilitação das infraestruturas portuárias da Madeira, onde se incluem cais, edifícios, terraplenos e equipamentos. Neste investimento incluem-se também as obras de reparação e beneficiação nos cais da Ribeira Brava – 2 milhões de euros, de Machico – 2 de milhões, na Marina do Funchal para reforço da proteção de tetrápodes e redefinição da entrada – 2 milhões de euros, a reparação do pavimento, molhe principal e caleira técnica do Porto do Porto Santo – 511 mil euros, e a recuperação e reabilitação do Porto da Ponta do Sol – 1 milhão de euros.

No ano que vem, tudo aponta que sejam ainda lançados o projeto e empreitada do Cais do Paul do Mar que deverá atingir os dois milhões de euros, entre outros investimentos de menor valor noutros concelhos da região.

No que se prende com outros pequenos investimentos, a APRAM anuncia, também, que está a rever a situação dos espaços sob a sua jurisdição “não apenas numa ótica de rentabilização, mas também de diversificação dos serviços oferecidos aos passageiros e tripulantes dos cruzeiros, bem como na dinamização do tecido empresarial, em especial numa vertente ecológica”. Dá conta, por isso, da concretização de “dois licenciamentos: na plataforma n.º 1, na Zona de Apoio logístico do Porto Novo, ZAL, com o aluguer de uma parcela de terreno à empresa Hipersucata para a construção de um armazém para separação e reciclagem de resíduos de sucata e com o licenciamento de dois espaços nos Portos do Funchal e do Porto Santo à sociedade “Final Algorithm, Lda.” para o aluguer de bicicletas”.

A crescente procura pelo Porto do Porto Santo não é esquecida e merece, por parte da Administração de Portos, uma referência, sublinhando que “impõe que se disponibilizem mais serviços complementares aos turistas que visitam a ilha que tem sido promovida pela APRAM nas feiras mundiais do setor como um destino dos designados “paraísos ambientais” cada vez mais em voga”.