Marcos Aragão Correia, o filho e único herdeiro dom espólio deixado pelo pai, António Aragão, escreveu uma “Carta Aberta ao Presidente do Governo Regional da Madeira, Dr Miguel Filipe Machado de Albuquerque” propondo que o Executivo Regional adquira as obras de seu pai.
Notificado do despacho de arquivamento por parte do MP relativamente ao negócio falhado com a Câmara do Funchal, Marcos Aragão termina dizendo que essa será “a única solução que antevejo como viável para a Pátria Madeira honrar o nome do seu Cidadão António Aragão, que é considerado pelos especialistas como o maior nome de sempre da Cultura Madeirense, e o que mereceu a mais ampla projecção internacional nos meios Artísticos e Culturais”.
“Em consequência, venho propor a Vossa Excelência a aquisição pelo Governo da Região Autónoma da Madeira da parte do Espólio de António Aragão que está na posse da Câmara Municipal do Funchal, dado que, na sequência de todas as patifarias de que o nome do meu Pai foi vítima (…), declaro não querer mais vender o Espólio de António Aragão à Câmara Municipal do Funchal”.
A proposta é feita no final de uma longa exposição onde tece comentários sobre a decisão do Ministério Público.
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