Mário Pereira (CDS) culpa Governo Regional pelos atrasos nos reembolsos da ADSE

O deputado centrista Mário Pereira abordou hoje os novos problemas relacionado com a ADSE na Madeira, revelados na audição parlamentar, no Parlamento madeirenses, ao presidente do Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, João Proença, na passada sexta-feira.
O CDS considera que os atrasos com os reembolsos dos beneficiários da ADSE na Madeira devem-se em exclusivo ao Governo Regional através do Instituto de Administração da Saúde da Madeira (IASaúde). Mário Pereira chega a esta conclusão depois de ter participado na audição requerida pelo PSD para ouvir o presidente do Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, João Proença, que se realizou na passada sexta-feira, na Assembleia Legislativa da Madeira.
“Os 46 mil beneficiários da ADSE na Madeira acabam por descontar 3,5% do salário para terem cuidados de saúde, descontam o mesmo que os restantes beneficiários do país e verifica-se que na Madeira não conseguem aceder a cuidados de saúde na mesma proporção que existe no continente”, referiu o parlamentar do CDS-M, que também integra a Comissão Especializada em saúde.
“O CDS participou na semana passada numa reunião com os responsáveis da ADSE e ficou a saber que os atrasos nos pagamentos dos reembolsos se devem a má gestão da parte do Governo Regional. Soube-se que muitas facturas entregues na IA Saúde pelos beneficiários da ADSE ficaram esquecidas durante muitos meses, ficando os madeirenses meses à espera dos reembolsos”, afirmou Mário Pereira.
Para o deputado, esta situação “não tem justificação”. Nos Açores o pagamento é feito fim de “15 dias”, enquanto na Região os beneficiários esperam meses. “Nessa mesma audição ficamos com a convicção de que por parte do Governo da República parece não haver muita vontade, através da administração da ADSE, em ajudar a Madeira a ter mais convenções ao nível dos cuidados de saúde, ou seja, muitos beneficiários da ADSE Madeira que queiram determinados cuidados de saúde, consultas e tratamentos não têm porque a ADSE não contrata esses esses serviços, e assim os beneficiários da Madeira pagam o mesmo do que os continentais mas têm muito menos serviços.”