O Partido Trabalhista Português (PTP) apresentou no parlamento regional um voto de protesto pelas tarifas inflacionadas dos voos da TAP na rota entre Caracas e Lisboa.
Diz esta força política que com o agudizar da instabilidade política, económica e social na Venezuela, o Governo Regional da Madeira, estima que desde 2015 já regressaram cerca de 6.000 portugueses e luso-descendentes que se encontravam na Venezuela.
Por outro lado, há actualmente um número recorde nos pedidos de nacionalidade portuguesa, um total de 8.299, o que corresponde a um aumento de 82,6% relativamente a 2017, segundo dados do Instituto dos Registos e Notariado.
Os trabalhistas dizem que existe ainda um grande número de portugueses e luso-venezuelanos que anseiam regressar às suas origens e não o conseguem fazer devido aos elevados preços das viagens aéreas entre Lisboa e Caracas, além da falta de voos directos para o Porto e o Funchal.
“Desde 2003, impera na Venezuela um apertado sistema de controlo cambial, que impossibilita o repatriamento dos capitais gerados pelas vendas dos bilhetes e por isso, várias companhias aéreas, incluindo a TAP, deixaram de vender bilhetes em bolívares, passando a exigir o pagamento em dólares, o que veio dificultar a aquisição de bilhetes a preços mais justos”, refere o comunicado, que, porém, destaca pela positiva a permanência da TAP, quando muitas companhias aéreas deixaram de voar para a Venezuela. Mas não pode pode o PTP aceitar os preços praticados pela companhia, que chegam a ascender aos 2900 euros por trajecto, algo que classifica como “um autêntico roubo, comparativamente às tarifas praticadas para o Brasil. Chega a ser mais barato voar para Espanha do que para Portugal, a partir de Caracas”.
O PTP considera “indecorosa a falta de solidariedade do Estado Português, para com os seus conterrâneos em necessidade”, uma vez que a companhia é detida em 50 por cento pelo Estado.
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