Congresso da JS-M este fim de semana em Machico reelege Olavo Câmara

Foto DR.

O XVI Congresso Regional da Juventude Socialista-Madeira arrancou, esta manhã, em Machico. Na sessão de abertura do conclave, ficou como ideia central o empenho de todos para a vitória do Partido Socialista na Madeira nas eleições regionais do próximo ano.

Segundo uma nota de imprensa, o deputado Avelino Conceição foi um dos oradores nesta manhã, tendo desejado sucesso a Olavo Câmara para o próximo mandato à frente da JS-M.

Aos jovens, disse que o partido vai precisar muito deles, pois têm uma missão a cumprir, lembrando os três atos eleitorais do próximo ano, nomeadamente as Eleições Europeias, Regionais e Nacionais. «Aquela luz que nós víamos ao fundo do túnel, que nunca passou do fundo do túnel, hoje está muito mais perto do início do túnel, mas, para isso, todos nós temos de trabalhar para o bem comum, que é para a vitória do PS na Madeira em 2019», salientou o parlamentar.

Pelo mesmo diapasão afinou o presidente da Câmara Municipal de Machico, Ricardo Franco, que disse esperar que deste congresso saiam «muitas ideias de políticas para a juventude, porque para o ano vamos precisar dessas vossas ideias para pôr no programa do Governo do PS para a Região Autónoma da Madeira (RAM)».

«Machico é uma referência da democracia, do 25 de Abril, do poder autárquico aqui na Madeira», afirmou o autarca socialista, acrescentando que «tem sido uma terra propensa àquilo que é novidade, uma terra pioneira e não tenho dúvidas de que este congresso da JS será o preâmbulo daquilo que acontecerá no próximo ano com as eleições regionais». «Este será o pontapé de saída aqui em Machico para ganharmos 2019», referiu Ricardo Franco, considerando que «já é muito tempo com o mesmo partido a governar a RAM» e mostrando-se defensor da limitação de mandatos e que «ninguém se deve perpetuar no poder»

Por seu turno, o presidente da Concelhia do PS-Machico, Roberto Santos, destacou que o PS já provou que consegue governar as freguesias e as câmaras melhor do que outros partidos e mostrou-se certo que «o PS governará melhor a Madeira do que o partido que a tem governado até agora».

Quanto a Diogo Viveiros, presidente da Concelhia da JS-Machico, disse acreditar que «venceremos em 2019» e que «o PSD finalmente deixará de governar com as suas políticas enganosas».

Uma moção global e cinco sectoriais

Ao longo do dia de hoje serão debatidas e votadas a moção de estratégia global “A Madeira à Tua Maneira” de Olavo Câmara, bem como cinco moções setoriais que serão apresentadas por jovens socialistas.

Na sua moção, o líder da JS aponta linhas orientadoras em seis áreas que considera serem prioritárias, designadamente Emprego, Educação, Mobilidade, Habitação, Coesão Territorial e Mais Participação. No documento, Olavo Câmara defende que o Governo Regional deve dar prioridade a questões como o desemprego e a emigração jovem e pugna por uma educação gratuita, de qualidade e virada para as necessidades da Região. Por outro lado, defende a linha ferry entre a Madeira e o Continente durante todo o ano, um modelo aéreo que satisfaça os madeirenses, bem como uma aposta nos transportes terrestres para todos os cidadãos, em particular para os jovens. Sugere também programas de acesso à compra da primeira habitação e de arrendamento. O jovem, que tem na coesão territorial umas das suas prioridades, quer ainda mais participação dos jovens na política, na sociedade, nas causas públicas, na causa animal, nas alterações climáticas e nas questões de igualdade.

No que concerne às moções setoriais, uma, que será apresentada por Nicole Freitas, intitula-se “Mobilidade: uma realidade!?”,  e versa sobre um assunto que é caro aos jovens e às suas famílias, com particular incidência naqueles que estudam fora da Região. Tendo em conta os elevados valores das passagens aéreas, esta jovem propõe que seja facilitado o acesso dos estudantes a casa, não apenas no Natal, mas sim quando estes tiverem a necessidade de viajar até à Região, defendendo que paguem apenas o valor fixo de 65 euros pela passagem aérea. No caso dos estudantes na Região, propõe que os mesmos tenham um passe com valor fixo igual ou inferior aos 50 euros. Outra ideia plasmada nesta moção é a criação de um bilhete corrido para que os estudantes provenientes do Porto Santo tenham mais facilidade em chegar à Madeira e ao Continente.

Já Patrícia Agrela irá apresentar a moção intitulada “Ousar Pensar a Educação”, na qual, entre outras propostas, defende a criação do “Roteiro de Empregabilidade”, que consiste num circuito pelas Universidades com discentes já formados, promovendo a contratação para empresas públicas e privadas, bem como a reforma curricular, com uma adequação e redução dos conteúdos programáticos. A modernização e inovação pedagógica, usando as tecnologias de informação e comunicação, a instituição do “Gabinete de Apoio aos Discentes” e a revitalização do programa “Rede Unamuno Eixo Atlântico” são outras das ideias preconizadas.

A Emigração Jovem em Portugal é o tema que dá corpo à moção que será apresentada por Carolina Perestrelo, que defende que esta é uma problemática que não pode cair no esquecimento. A jovem lembra o facto de haver mais de 1,7 milhões de portugueses emigrados pela europa. «São mais jovens, mais escolarizados e com maior taxa de emprego do que os portugueses que vivem no país. E ainda é mais dramático saber que um quarto dos jovens que emigram têm ensino superior; investem, com tanto esforço na sua formação e quando a terminam, em vez de representar a realização de um sonho, torna-se num pesadelo interminável, pela falta de empregabilidade, pela falta de apoios e incentivos», considera. Como tal, defende que é altura de apostar na indústria, de arranjar forma de criar riqueza, de olharmos para dentro e aproveitar o que temos de melhor. «Temos de dizer não à emigração por obrigação e, sim, queremos ficar no nosso país e ajudá-lo a crescer», frisa.

Por seu turno, Duarte Brasão irá levar ao congresso da JS a moção setorial intitulada “A Europa à Tua Maneira”, na qual reflete sobre os principais problemas que a Europa atravessa, entre o quais o desemprego. «São e serão os jovens a sentir na pele estes problemas, e os discursos começam a apresentar-nos como irremediável o facto de as novas gerações não poderem ter acesso aos mesmos benefícios que as gerações anteriores», aponta o socialista, defendendo, por isso, que os jovens não podem ficar à margem das decisões políticas que influenciarão decisivamente o seu futuro. Na sua ótica, cabe aos jovens europeus fazerem rejuvenescer o seu velho continente, assumindo verdadeiramente o seu destino.

Por fim, Diogo Henriques irá apresentar a moção setorial “Juventude Socialista – Esquerda Moderada, Esquerda Europeísta”, na qual entende ser imperial a JS não ter medo de defender os seus conceitos fundadores. «Como socialistas que somos, temos que, intransigentemente, defender e preservar o conceito do “Estado Social”», aponta, destacando a importância do direito à Saúde, à Educação, à Habitação e ao Trabalho. «Em 2019, as políticas do PS, quer nas regionais, quer nas nacionais, quer nas europeias, não podem ser políticas neoliberais, mas sim políticas verdadeiramente socialistas e verdadeiramente reformistas. Só assim o Partido Socialista triunfará na Região, no País e na Europa», sustenta ainda.