

Não é pacífica a vida na Junta de freguesia de São Gonçalo, do ponto de vista político, claro, com Confiança e PSD em “marcação cerrada”, falando em linguagem futebolística. Mas, ainda assim, faz parte da dialética político partidária e não vem outro mal ao mundo discutir opiniões e ideias se não forem ultrapassados limites.
Mas Estepilha, o episódio que nos contam poderá reunir outros contornos que, a corresponderem à verdade em matéria de intenção futura, deixa a liderança daquele orgão numa fronteira que não é bonita em política, o respeito pelo passado e pelos adversários. Vem isto a propósito das obras que a Junta de São Gonçalo decidiu levar a efeito, no edifício, de relevância partilhada de forma unânime. Acontece que havia uma placa colocada no momento da inauguração do edifício, onde figurava o nome de Alberto João Jardim, à época o presidente do Governo Regional, mas essa placa foi retirada para a pintura das paredes.
Até aqui, tudo bem. Acontece que isso já foi há cinco meses e a última vez que o executivo foi interpelado no sentido de saber o destino da placa, esclareceu que a mesma tinha ido para limpeza, uma limpeza de cinco meses que já começa a ficar estranha, dizem. Até porque, desabafam ao Estepilha, os buracos foram tapados, a parede já foi pintada e não parece haver intenção de recolocar a placa.
Não havia necessidade. A história é o que é e o respeito por ela engrandece lideranças. Pensa o Estepilha, vale o que vale.
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