Victor Freitas considera preocupantes indicadores que denotam redução do turismo da Madeira

foto arquivo (Rui Marote)

O presidente do grupo parlamentar do PS-M na Assembleia Legislativa da Madeira, Victor Freitas, veio hoje considerar, em comunicado aos órgãos de comunicação social, e perante os dados divulgados pela AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, que são “preocupantes” os indicadores que dão conta de alterações no turismo da Madeira, nomeadamente a redução de 9,2 p.p. face a Julho de 2017, em que o preço médio por quarto ocupado foi de 81 euros e o RevPar registou uma quebra de 2% face ao mesmo mês do ano anterior.

“Com estes indicadores dos últimos cinco meses de quebras na área do turismo para a Madeira, tememos que estas quebras não sejam meramente conjunturais e passem a ter uma linha de descida estrutural, o que coloca em causa os novos investimentos que estão a ser concretizados na Madeira, bem como a sustentabilidade dos actuais”, teme Victor Freitas.

Os deputados do PS vêm lamentar a forma como o Governo tem vindo a gerir o sector, “nomeadamente o facto de não ter qualquer capacidade de antecipação face aos problemas decorrentes do Brexit e da desvalorização da libra, ou, mesmo, da falência de companhias aéreas. Refira-se que, entre Janeiro e Junho deste ano, a Madeira foi a região do País que apresentou as maiores quebras nas dormidas na hotelaria (-2,9 por cento). Recorde-se, por outro lado, que, em Maio, a Madeira foi a região em que a taxa líquida de ocupação-cama – com 69,3% na hotelaria e 65,7% em todo o alojamento turístico – mais baixou no País, registando uma quebra homóloga de 4 pontos percentuais. De salientar também o facto de mercados tradicionais como o britânico continuarem em crise no que se refere às dormidas, com uma quebra de 7,2% em Julho deste ano. Isto depois de a Madeira ter entrado em 2018 a perder quota nos dois principais mercados emissores de turistas (britânico e alemão). A acrescentar a tudo isto está também o facto de o Governo Regional ter diminuído o orçamento da Agência de Promoção da Madeira”, constatam os socialistas.

O Governo Regional, depois de diminuir as verbas da APM, veio tentar emendar a mão injectando 700 mil euros, acusa o PS-Madeira. “O caricato, mas com consequências reais, é que leva 8 meses para aprovar e colocar em execução estes 700 mil euros para a promoção da Madeira.  Temos, assim, um governo que, nestas e noutras matérias, age em câmara lenta e é ultrapassado pelos acontecimentos, com graves consequências para a Madeira”, acusam.